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:: ‘Artigos’

EDITORIAL: Emerge um monstro na Lagoa

Não demora, como em Chico, todos verão emergir o monstro da Lagoa.

Não demora, como em Chico, todos verão emergir o monstro da Lagoa.

Senhor futuro prefeito da cidade de Vitória da Conquista, saudações!

Embora regido pelo elemento terra – já que capricorniano –, é pela água que me dirijo a vossas senhorias. Digo “vossas senhorias” porque, singularmente, há, nos dois, um prefeito em potencial. E essa prefeiturabilidade só se manifestará, plenamente, ali pelas ave-marias do dia 30. Por ora, vou no plural e, assim, alcanço a ambos. E, mesmo que um de vós assuma e outro, não, ainda assim, lá em Salvador, na Assembleia Legislativa, um de vós continuará lutando por Conquista… e pela Lagoa, quero crer.

Imagino que vossa Gusmânica pessoa, ou vossa Raimúndica personalidade estejam, nestora, imersas em compromissos mil, já que se avizinha a votação em segundo turno da eleição do novo prefeito de Vitória da Conquista, que será um de vós. Mas presumo que vossas senhorias – e vou aqui tascar um indubitavelmente – já disponham, em vossos programas de governo, de pronta resposta ao tema que ora vos submeto. Refiro-me à Lagoa das Bateias.

E assim é porque, no caso específico da proposta Gusmânica, temos a promessa de “realizar e executar um Projeto de Recuperação do Parque Urbano da Lagoa das Bateias, respeitando a Política Urbana existente na Constituição Federal e o Estatuto da Cidade.” Não sei, exatamente, qual a sutil diferença entre realizar e executar, mas isso é de pouco importância. Os engenheiros devem saber distinguir. O que, de fato, importa é que há no programa, pétrea, a promessa de recuperação da Lagoa, que é líquida (Valei-nos, Edgar Morin!.)

E é assim porque, no caso específico da proposta Raimúndica, embora não cite nominalmente a lagoa, compromete-se em “contribuir para garantir e utilizar de forma racional, integrada e sustentável os recursos hídricos disponíveis; e colaborar e viabilizar meios de preservação dos recursos hídricos, mediante a constituição de comitês de bacias e ações de preservação das nascentes de microbacias em nosso território”. Quero supor que, no meio de tantas palavras, alguma delas esteja se referindo à Lagoa. :: LEIA MAIS »

Opinião | Será este o destino dos professores: agressões, abandono, assassinato e suicídio?

Foto: BLOG DO ANDERSON
Foto: BLOG DO ANDERSON

Reginaldo de Souza Silva | Professor | [email protected]

A profissão docente tem enfrentado inúmeros problemas desde a falta de valorização, condições de trabalho, agressões etc. Em pesquisa (OCDE, 2014) que ouviu 100 mil docentes em 34 países, 12,5% dos brasileiros contam que são agredidos ou intimidados uma vez por semana dentro da escola. Outros fatores são: o assédio moral, a perseguição, o cansaço e a humilhação. Precisamos nos perguntar: Quando a alegria pela profissão se transforma em pesadelo, dor, medo e desvalorização?
A Síndrome do Burnout retrata bem as condições de muitos professores: Há diversos sintomas, que, confundem-se com a depressão na fase inicial. O esgotamento físico e emocional é refletido através de comportamentos diferentes, como agressividade, isolamento, mudanças de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, falha da memória, ansiedade, tristeza, pessimismo, baixa autoestima, ausência no trabalho entre outros, como sentimentos negativos, desconfiança e até paranoia.

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Reflexão: O Legislador Brasileiro

Por Orlando Filho (adaptado)

Por serem os representantes do povo, os legisladores ao elaborarem uma lei devem atender aos anseios da sociedade, o que muitas vezes não ocorre causando revolta em parte da população. A questão interpretação do Direito gerou duas teorias sobre qual ponto de referência deve-se tomar: Teoria Subjetiva e a Teoria Objetiva.

Os legisladores não possuem personalidade no ato de elaborar uma norma. Eles não podem impor suas vontades para que uma lei seja mantida, suas vontades devem ficar restritas somente na elaboração da norma, pois, como já foi citado, o anseio da sociedade é o que determina a lei e não o anseio do legislador.

No momento da elaboração a lei se torna obra de numerosos espíritos. O legislador se baseia na necessidade do povo, porém, toma como ponto de partida fatos ocorridos no passado e pesquisas de vários doutrinadores, o agrupamento de vários trabalhos legislativos, logo, a aplicação das leis pelo aplicador se torna muito complexa podendo o juiz recorrer ao que o legislador quis ou deveria ter querido à época da elaboração.

Vontade

O legislador ao participar de uma votação de um projeto de lei deve, antes de tudo, procurar compreender qual o sentido de determinado projeto e a intenção de seu criador. O que, por vezes, não acontece. Muitos legisladores participam das votações de determinados assuntos sem ao menos saber do que se trata, com isso, votam de maneira “aleatória” e em alguns casos favorecem representantes mais prestigiados da Comissão Permanente para tentar criar algum vínculo político com os que de certa forma estão em um degrau mais elevado do Congresso Nacional.

Por isso, algumas leis são criadas à partir da vontade da minoria. A vontade do pequeno grupo de legisladores de mais prestígio, o que acaba abrindo espaço para que determinados grupos intelectuais coloquem seus interesses em detrimento das necessidades populares. Ou seja, estão usando de sua posição privilegiada não para o Bem Comum e sim para interesses particulares.

Esse desvio de conduta afeta não só a sociedade, afeta diretamente também na aplicação da norma pelo juiz. Ao tentarem compreender a verdadeira intenção do legislador acabam se deparando com leis falhas que visam atender um interesse coletivo e não um interesse social. Posteriormente, irão surgir lacunas no Direito e o magistrado terá que recorrer aos métodos de suprimento de lacunas baseados na Analogia, Costumes e Princípios Gerais do Direito.

Persona

O legislador não pode possuir personalidade, deve se manter neutro. Da mesma forma que um juiz tem que ser imparcial na hora de seu julgado, o legislador deve se manter neutro na hora de elaborar uma lei. Restringindo-se apenas à verdadeira finalidade da lei para não por em risco às necessidades do povo e nem beneficiando um grupo ou outro em particular.

Explicando como o legislador elabora leis Carlos Maximiliano descreve:

“As contingências sociais criaram a necessidade, a norma brotou quase espontânea, o fator subjetivo existiu, ativo, eficiente, porém, menos original, poderoso, autônomo do que o considerava a Filosofia antiga. O legislador não tira do nada, como se fora um Deus; é apenas o órgão da consciência nacional. Fotografa, objetiva a idéia triunfante; não inventa, reproduz; não cria, espelha, concretiza, consigna”.

Ou seja, ele apenas é o reflexo das necessidades sociais, dos fatos sociais e de todo um contexto histórico, voltado para o passado e ao mesmo tempo projetado para o futuro. Geralmente as normas são baseadas em acontecimentos recentes, portanto, o legislador deve ficar atento aos fatos, para que possa elaborar leis que tenham eficácia para determinados assuntos e garantam, de fato, limitações para que não ocorram transgressões jurídicas.

Intenções

A intenção real é o que realmente o legislador quer com quando elabora uma lei. Podendo ela ser positiva ou negativa, quando o elaborador cria uma norma baseada no Bem Comum, procurando perceber do que a sociedade precisa essa intenção real é positiva. Porém, quando legislador examina interesses particulares ou mesmo coletivos, essa intenção acaba sendo negativo, dando origem à intenção suposta.

A intenção suposta serve como máscara para esconder um desvio de conduta do legislador. Ao visar interesses coletivos, o legislador coloca uma intenção suposta à frente do que realmente quer, para que não possa sofrer consequências administrativas ou até mesmo penais, com isso, essas leis baseadas na intenção real e disfarçadas com a intenção supostas acabam gerando lacunas no Direito, dificultando o trabalho dos intérpretes.

Concluo

O legislador deve limitar-se apenas ao que a sociedade necessita. Pois, ele é um representante do povo, um espelho da realidade social, tem ajudar os demais órgãos brasileiros à buscar o Bem Comum. Não se preocupar em atender interesses coletivos para ganhar prestígio político ou alianças, os legisladores são escolhidos pelo povo com esperança de que consigam curar mazelas sociais que comprometem a convivência entre os indivíduos.

Não possui personalidade física individual, nem pode usar pensamentos particulares na hora de elaborar uma norma. O legislador não pode impor sua vontade no ato criador, para que não fuja do seu papel de representante do povo, tem que, ajudar o aplicador a buscar a justiça, a ética, garantindo direitos fundamentais e estabelecendo limites e sanções justas aos transgressores.

A tarefa de legislar não é fácil e muitos legisladores merecem crédito por levar à sério esse exercício e tentam colaborar ao máximo com a sociedade. A população tem que começar a olhar mais para o Poder Legislativo, ser mais participativa, para contribuir com a elaboração das leis e mostrar as verdadeiras necessidades sociais. Com isso, o Bem Comum será atingido de maneira mais eficiente e justa, atingindo todo o âmbito social.

“Hoje em dia não temos vistos mais atuações de legisladores genuínos em prol do bem comum da população, mas do bem comum da sustentação de sua legislatura e ideais partidários, o que nunca deve está acima das necessidades de uma comunidade que se tem representantes nesta posição” Orlando Filho

MAXIMILIANO, Carlos. Hermenêutica e aplicação do direito. Rio de Janeiro: Forense, 1980.

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Reflexão: Procuram-se verdadeiros líderes

*Por Wal Cordeiro

foto wal cordeiro

Fico bastante empolgado quando vejo na história relatos de homens que marcaram sua geração. Poderia listar diversos aqui, mas queria apenas relembrar a famosa frase de Martin Luther King quando disse: “I have a dream” (Eu tenho um sonho). O resto da história nós já sabemos. Ele dedicou e entregou toda sua vida para que a desigualdade social e racial fosse banida dos Estados Unidos e em outras partes do mundo. Ele morreu pensando nisso, vivendo isso. Plantou a semente para que outros colhessem os frutos de suas ações, pautadas em amor pelo próximo e interesse de viver numa sociedade melhor.

Observamos que na atual cultura do imediatismo (síndrome do instantâneo) em que vivemos, temos perdido a esperança de ver novos líderes homens e mulheres que têm verdadeiros sonhos, que busquem realizar esses sonhos, e que sejam notados pelo que são e não pelo que possuem. Luther King soube inspirar outros líderes de sua geração e continua inspirando até hoje, pois tinha um sonho, sonho esse que não se expressava no que ele queria ou necessitava, mas no que outros precisavam ter. Na necessitada do próximo. Esse é o tipo de líder que tem sido uma mercadoria em fase de extinção em nossa cidade, nosso estado e nossa nação. Como necessitamos de líderes assim nos dias atuais!

Onde estão os verdadeiros líderes? Por que a maioria dos que se dizem e se autonomeiam líderes não têm interesse em formar e treinar novos líderes?  O que será da nossa geração atual e futura se não prepararmos novos líderes? O que será da nossa cidade se os futuros gestores não forem preparados para assumir uma postura de líderes éticos e sonhadores? Qual foi a última vez que Vitória da Conquista projetou um grande líder para o Brasil e o mundo? Quando foi que tivemos um governador de estado formado em nossa cidade, ou um ministro, ou secretário de estado? Será que os líderes do passado não se preocuparam em formar os líderes para o presente, ou os líderes atuais não querem ver crescer os líderes do futuro e para o futuro?

Se alguém tiver condições de responder essas indagações que o faça, mas na verdade o que aconteceu e continua acontecendo é que a maioria dos líderes do passado e do presente vendeu e está vendendo ilusões e não sonhos. Ilusões podem dar a sensação de prazer momentâneo, mas não muda uma sociedade e muito menos gera qualidade de vida para o povo. Sonhos têm um ingrediente importante, é como um combustível que move a máquina. Quem tem sonho tem uma causa, tem uma luta, tem um objetivo, tem uma meta a seguir, e é isso que move a máquina e desperta o desejo de novos líderes pelo que poderá acontecer.

Procuram-se líderes! Se não encontrarmos o caos está às portas.

*Escritor, Bacharel em Teologia, graduado em Administração Pública, MBA em Gestão de Pessoas, pós graduando em Administração e Marketing, especialista em Mobilização Social e idealizador e coordenado do movimento Agenda Conquista 2030.

Um Brasil sem trabalho infantil: o que podem fazer as escolas?

Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva
Segundo o art. 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA/90, é ilegal o trabalho executado por menores de 16 anos de idade – salvo na condição de aprendiz, com registro em carteira, a partir dos 14 anos. Porém, uma luta árdua está sendo travada a décadas no Brasil e no mundo para superarmos uma cultura de exploração do trabalho infantil necessitando cada vez mais da participação de toda a sociedade.
Apesar de alguns avanços registrados nas últimas duas décadas: o número de crianças e adolescentes, entre 05 e 17 anos, que ainda trabalham é alarmante. Segundo a PNAD 2013, no Brasil, são cerca de 3,1 milhões. Na Bahia, são mais de 291.000 crianças e adolescentes nesta situação. O trabalho infantil traz consequências danosas à formação, pois interfere no desenvolvimento físico, social, psicológico e educacional. Permitir e beneficiar-se deste tipo de exploração é uma grave violação dos direitos humanos da criança e do adolescente.

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A Crise Das Universidades Estaduais da BAHIA – A incompetência do governo do PT

Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva
Preste a completar 30 dias de greve no dia 13 de junho, os professores das Universidades Estaduais da Bahia – UEBAs, continuam amargando o mesmo desprezo, desrespeito e descompromisso do governo do Partido dos Trabalhadores na Bahia. Com universidades sucateadas, fruto da falta de investimento, de um crescimento sem planejamento, de um empreguismo baseado em indicações politico partidárias em vários cargos, sem verbas, sem compromisso politico, com falta de professores, funcionários, alto índice de evasão e repetência e relação professor aluno baixa em vários cursos, funcionários sendo promovidos e ocupando cargos de chefia baseados em indicações politicas e não por desempenho na função, alto índice de terceirizados com vários meses de pagamento em atraso, etc.
As quatro UEBAs atendem aproximadamente no ensino de graduação e pós-graduação presencial e  EAD e cursos especiais, 60 mil estudantes. É preciso lembrar que lutamos para colocar este governo, que infelizmente vem traindo os profissionais da educação desde sua entrada em 2007. A greve tem como meta: uma receita liquida de impostos de 5% para 7%, o respeito e a execução do estatuto do magistério superior, plano de cargos e salários e, investimento em infra-estrutura.
No caminho cego e incompetente, além do constante descaso do governo do estado e seus órgãos de gestão como Secretarias de Educação, Administração, Financiamento, SERIN e uma Coordenação de Ensino Superior inoperante revelam a falência do estado. Por mais estranho que possa parecer estão nestes órgãos membros do PT que são também professores das referidas universidades. Ex-reitores tornaram-se deputados estadual, federal, virando-se de costas para o sucateamento das universidades, referendando as propostas do incompetente governo do PT na Bahia.
Do outro lado, capitaneada pelo ANDES – Sindicato Nacional, temos uma luta árdua e mais do que justa dos professores, impedindo a privatização das universidades, baseada  em princípios como: manutenção e ampliação do ensino público e gratuito; autonomia e funcionamento democrático da universidade, com base em colegiados e cargos de direção eletivos; estabelecimento de um padrão de qualidade para o ensino superior que estimule a pesquisa e a criação intelectual; dotação de recursos públicos orçamentários suficientes para o ensino e a pesquisa nas IES públicas; criação de condições para adequação da universidade à realidade brasileira;  garantia do direito à liberdade de pensamento nas contratações e nomeações, bem como no exercício das funções e atividades acadêmicas. Por outro lado,  a cegueira sindical de algumas ADs, representada por alguns membros outrora membros e base do Partido dos trabalhadores, que não respeitam as opiniões em contrário, destratam e desrespeitam qualquer um que pense em contrário ou tenha uma posição diferenciada. Qual será os próximos caminhos e destinos das Universidades Estaduais da Bahia?
Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva – Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB/DFCH

Exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil: 87 denuncias por dia

Por mais estranho que pareça, a exploração sexual de crianças e adolescentes em nosso país não é novidade. As pesquisas e denuncias constatam o absurdo. A cada uma hora e meia duas crianças sofrem abusos sexuais no Brasil. Quem deveria amá-los e protegê-los, segundo o ECA/90 e o artigo 227 da Constituição Federal? “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.” Segundo o ouvidor nacional, a maior parte das denúncias registradas têm os pais e/ou responsáveis da vítima como principais suspeitos.
No dia 18 maio de 1973, uma menina de 8 anos, de Vitória (ES), foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada. Seu corpo apareceu seis dias depois, carbonizado e os seus agressores nunca foram punidos. Com a repercussão do caso, e forte mobilização social nasce o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Apesar dos esforços da Polícia Rodoviária Federal – PRF, em parceria com a OIT, Childhood Brasil, SDH/PR e MPTconcluíram no sexto mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentesque nosso país não tem muito a comemorar neste 18 de maio de 2015.
Dados entre 2013 e 2014, identificaram um total de 1.969 pontos vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas rodovias federais, 566 considerados pontos críticos; 538, com alto risco; 555, com médio risco; e, 310 avaliados como de baixo risco.

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Artigo: Afinal, precisamos de educação?

Na manhã de 29/04/2015, quatro dias após o ocorrido, um programa de televisão notíciava que, estudantes do 6º ao 9º ano da Escola Municipal Caic Tancredo de Almeida Neves, Valparaíso, Goiás, depredaram a escola em protesto contra a direção que julgavam muito autoritária. Outras notícias acessadas, inclusive as televisionadas, tentam explicar o ocorrido tachando os estudantes de “vândalos”, “indisciplinados” e até mesmo, justificam a ação destes, concluindo que, não passam de usuários de drogas, ou seja, criando esteriótipos que tão bem a grande mídia no nosso país sabe fazer. Então, o ato dos estudantes foi o reflexo da educação a que estão sujeitos? Ou foi um protesto mesmo contra um uma educação autoritária?
As cenas que assistimos deste ato mostram estudantes quebrando cadeiras, janelas e portas. Em protesto, emitem gritos de revolta: “Tira a diretora, tira a diretora…”. As imagens nos remeteram a cenas do filme The Wall, lançado em 1982, produzido pelo diretor britânico Alan Parker e escrito pelo vocalista e baixista da banda britânica de rock Pink Floyd, Roger Waters. A cena do filme foi a que, estudantes, revoltados contra o autoritarismo de um professor que os negligencia e “expõe suas fraquezas”, quebram a escola e cantam: “Nós não precisamos de educação/ Nós não precisamos de controle mental/ De nenhum sarcasmo na sala de aula/ Professores, deixem as crianças em paz!/Ei, professor, deixem-nos, crianças, em paz!/ Afinal, isto é apenas mais um tijolo no muro/De um modo geral, você é apenas mais um tijolo no muro.” Essa passagem do filme remete à música Another brick in the wall (Mais um tijolo no muro), do álbum The Wall, Pink Floyd, que inspirou o filme.

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Veículo Leve sobre Trilho: Uma análise de viabilidade

Por * Ricardo MarquesDSC_0606

Quando o assunto é mobilidade urbana, Vitória da Conquista, que conta com uma população estimada de 340.199 mil habitantes (IGBE, 2014), ainda se encontra longe de possuir uma demanda de passageiros necessária para a implantação de um sistema de transporte de média capacidade como o Veículo Leve sobre Trilho (VLT) ou o Bus Rapid Transit (BRT).

Isso porque o nosso atual sistema de ônibus urbano tem 2,5 milhões de passageiros por mês, incluindo os estudantes, com 50% de desconto na tarifa, além dos passageiros que têm direito à gratuidade. Nos principais corredores, a exemplo da Avenida Brumado, são transportados 1.900 passageiros por hora e por sentido de direção.

De acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o VLT  necessita para a sua viabilidade de 5 a 15 mil passageiros por hora num mesmo sentido. Já o metrô seria mais indicado para uma demanda acima de 50 a 60 mil passageiros por hora – uma vez que ele atende até 80 a 90 mil passageiros/hora.

Além desse aspecto, outro ponto relevante é que os sistemas de metrô e VLT são mais complexos em termos de infraestrutura, custam mais, levam mais tempo para ficar prontos e a amortização dos custos é mais demorada. Ainda, segundo a Volvo, a manutenção de um sistema de metrô custaria até vinte vezes mais que um de BRT. Já o VLT é quatro vezes mais caro.

Recentemente, a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) apresentou dados sobre a capacidade de carregamento e custos de implantação de sistemas de médio porte, divulgado no Guia Mobilidade Inteligente Volvo. Para melhor compreensão, o custo de implantação, por quilômetro (sem incluir a manutenção), de um BRT seria de R$ 20 milhões; o de um VLT, de R$ 80 milhões; e o de um metrô, R$ 500 milhões.

Diante dessas informações, o custo de uma linha ligando o bairro Vila Serrana à UESB, o equivalente a 10 km, corresponderia a R$ 800 milhões, se fosse um VLT. Isso é muito mais do que a Prefeitura arrecada em um ano, incluindo receita própria e transferências constitucionais dos Governos Federal e Estadual. Para se ter uma ideia, o orçamento municipal previsto para 2015 é de pouco mais de R$ 600 milhões.

Se a Prefeitura de Vitória da Conquista, parasse, por um ano inteiro, de pagar salário de servidores, custos com fornecedores, limpeza pública, serviços emergenciais, saúde, educação, ou seja, tudo, conseguiria menos de 75% do valor de uma obra desse tamanho e ainda necessitaria de mais cerca de 12 a 13 mil passageiros/hora para viabilizar o custeio desse equipamento. :: LEIA MAIS »

Síndrome do Ano Novo

Por Pastor Orlando Filho

Pastor Orlando Filho é colaborador do Blog do Rodrigo Ferraz

Todo fim de ano cria-se anseios novos, alvos, sonhos nascem, há um renovo de idéias como não tem como haver em outro dia do ano…

A expectativa do novo são muito mais fortes do que a angústia do passado, porque essas datas marcam com mais exatidão aquilo que se foi,

que se perdeu, trazendo a tristeza das promessas não realizadas e o medo de novas frustrações no futuro…

Somos infectados por uma síndrome centenária que forja nossa mente na crença desta realidade de mudança de data…

Mas o dia 31 de dezembro é realmente um dia de entrada para mudanças no posterior dia 1º ? Onde está o Novo Ano?

Quantos de nós por anos almejamos mudanças nesta passagem de ano e ao chegar no mês seguinte as frustrações começam, por não está atingindo o pré-determinado?

Acredito que é passagem de ano e mês, mas o novo ano é e pode ser todo dia, todo mês a todo instante em que nos colocamos na posição de mudança, de novidade, de transformações naquilo que sabemos ser necessário melhorar. :: LEIA MAIS »

Seja bem-vinda, Faculdades Santo Agostinho

por José Maria Caires – Coordenador do Movimento Conquista Pode Voar Mais Alto

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Desde que soube dos planos das Faculdades Santo Agostinho de se estabelecerem em Vitória da Conquista, percebi o quanto a cidade teria a ganhar com a vinda de uma instituição que se destaca não só pela eficiência na qualidade do ensino, mas também pela seriedade na forma de conduzir os seus projetos.

Já no primeiro momento, dentro das minhas modestas possibilidade, me coloquei à inteira disposição para colaborar com essa iniciativa, que hoje se mostra plenamente vitoriosa, como podemos constatar pela excelência de sua estrutura física: prédio, laboratórios, biblioteca etc., e mais ainda pelo padrão de excelência com que conduz a implantação dos dois primeiros cursos em nossa cidade.

Não tenho a menor dúvida de que os profissionais da engenharia e da arquitetura formados pelas Faculdades Santo Agostinho, vão trazer preciosas contribuições para o desenvolvimento de Vitória da Conquista, causa que venho abraçando ao longo dos últimos anos através do Movimento Conquista Pode Voar Mais Alto.

Não encontro palavras para revelar o quanto me sinto honrado por ter o meu nome citado publicamente, em um agradecimento feito pela direção desta casa aos que de alguma forma auxiliaram o projeto de implantação. Mesmo porque, como já disse, considero muito modesta minha ajuda, embora tenha empenhado nela toda a minha boa vontade, baseada na crença sincera na importância de tão nobre causa. :: LEIA MAIS »

Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica na Bahia: Desafios e vitórias

Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva – Docente da Uesb
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Como superar o atraso educacional do estado da Bahia? Vários sujeitos e instituições estão envolvidos com o PARFOR, enfrentando várias dificuldades: os municípios em manter a logística que garanta aos professores o acesso e frequência aos cursos de formação, assumindo, em nome de um regime de colaboração velado, responsabilidades com despesas da formação inicial, quando deveria ser compartilhada pela União e os Estados; as universidades em oferecer os cursos em polos fora de sua sede de origem, em conseguir professores com carga horária disponível para lecionar nos cursos (nem sempre os professores mais capacitados são os que participam dos referidos cursos); o IAT em saber qual a demanda real de formação de professores no Estado da Bahia e melhorar a articulação com os municípios; e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), distanciada e desconhecendo as dificuldades no funcionamento do programa. E, o mais grave, o jogo de transferência de responsabilidades pelas dificuldades de funcionamento, causando a morosidade no cumprimento e garantia do direito à formação inicial aos professores das redes de ensino. :: LEIA MAIS »

Maluco beleza: Afinal o que é o amor?

 

Reginaldo de Souza Silva

Reginaldo de Souza Silva 

A literatura é farta de escritos sobre o amor, seu poder de construção e muitas vezes de destruição. Há várias concepções sobre o amor expressos na literatura universal, talvez o maior esteja na bíblia. Afinal, o amor tem valores diferentes em cada espaço, relação, cultura? Ele humilha, despreza ou nos faz crescer? É comum homens e mulheres declararem amor, bispos, padres, pastores, pais de santos, espíritas, professores etc. Afinal o que é o amor?

Esta indagação tem me preocupado nos últimos tempos. É possível falar de amor de pai e mãe, quando abandonam seus filhos ou os maltratam? Falar de amor entre homens e mulheres, quando em nome deste amor matam ou violentam a companheira? Mas, afinal o que é o amor?

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A reforma política e o fim da reeleição no poder executivo

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*por José Maria Caires – coordenador do movimento Conquista Pode Voar Mais Alto/do Blog  Balanço do Dia

Existem muitos pontos polêmicos que envolvem a reforma política no Brasil. É exatamente por essa razão, que ela ainda não saiu do papel.  Um clamor social  exige alterações que possam coadunar com a velocidade das mudanças sociais no Brasil.

A possibilidade de reeleger o presidente, os governadores e os prefeitos, por exemplo,  deve ser abolida das regras eleitorais do Brasil. Em seu lugar devemos criar uma lei que permita prolongar os mandatos para cinco ou seis anos.

No modelo atual, o governante que exerce o mandato e se candidata à reeleição, leva vantagem sobre qualquer novo postulante, pois conta com o privilégio injusto de usar a máquina administrativa em seu próprio benefício. Ainda que a utilize de forma discreta, terá a seu favor uma força subliminar.

Fui funcionário de um banco durante 20 anos, e os gerentes da instituição tinham que fazer rodízio nas agências em períodos de no máximo cinco anos. A maioria das empresas privadas, que têm compromisso com a eficiência administrativa, continua agindo dessa mesma forma na atualidade.

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Artigo: Marina e a Providência Divina

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Por Braulia Ribeiro

Marina diz que não ter embarcado no voo fatal foi providência divina. Será que ela podia ter pisado em território tão pantanoso? Ela errou politicamente? Errou na teologia? A declaração incomodou muita gente.

“Penso que existe uma providência divina em relação a mim, ao Miguel, a Renata e ao Molina”, disse Marina a jornalistas, durante o voo que a levou de São Paulo para Recife para o funeral de Campos. Ela referia-se à mulher, ao filho e a um assessor do ex-governador de Pernambuco.”

Jornal online O DIA, 17 de Agosto 2014

A primeira pergunta é, do ponto de vista politico será que Marina foi sábia em fazer esta declaração? A ideia certamente constrange a alguns, primeiro por revelar uma teologia não muito popular hoje nas redes sociais da “inteligentzia” cristã. Vou discutir a questão teológica abaixo. Mas as implicações políticas também seriam sérias de acordo com alguns cristãos com quem “conversei” no Twitter.

Marina, messias político

Teme-se que a providência percebida por ela nutra uma percepção messiânica sobre si mesma. Será? Em defesa de Marina eu queria apontar para sua carreira política. Ao contrário de Lula que de 1990 em diante se recusou a se candidatar para outra coisa que não fosse a presidência, Marina trabalha para seus ideais políticos de todas as maneiras que pode. Foi vereadora, deputada estadual, senadora, ministra do PT, saindo do partido com dor e sofrimento expressados publicamente. Se não tivessem lhe puxado o tapete, é provável que não teria saído nem do ministério nem dos quadros do PT. Marina aceitou ser vice de Campos. A candidatura a vice-presidência em si já demonstra uma capacidade de concessão e humildade que não se percebe naqueles que sofrem de complexos messiânicos. :: LEIA MAIS »

Artigo: Que venha o Chile!

Por Joseval Andrade

D28

Tive o prazer de conhecer o Chile, em abril deste ano, numa excursão de gala, oferecida pelo grupo Educacional Kroton, ao Colégio Opção. O prêmio foi em razão do Opção ter sido o melhor pólo da Unopar na Bahia, terceiro do Norte/Nordeste e ficar classificado entre os 50 melhores do Brasil, no meio de 500 pólos existentes.

Os melhores guias nos orientaram em belos e agradáveis passeios, oferecidos inteiramente grátis pela Kroton ao Opção/Unopar, justamente por esse desempenho. Aproveito da oportunidade para relatar o que me chamou a atenção no Chile, justamente às vésperas do jogo Brasil e Chile, quando os dois países jogam, em oitavas de final, a sua permanência na Copa do Mundo.

Santiago, capital do Chile, é a maior cidade do país. São 7,1 milhões de habitantes, o que representa 43% da população do Chile. Ali estão instaladas 38, das 54 universidades existentes no país.

A cidade de Santiago é composta de 37 bairros, chamados de “comunas”. Verdadeiros municípios, administrados por uma espécie de “prefeitos”, nomeados pelo Presidente da República. São muitos edifícios, com arquitetura vanguardista, inclusive, está localizado ali o maior prédio da América ao Sul (68 andares). Um detalhe: por causa dos constantes terremotos, esse edifício foi construído para suportar oscilações, isto é, pode balançar em até 1,5 metros para qualquer um dos lados. :: LEIA MAIS »

Artigo: Especialista aponta vitória de Aécio Neves no Brasil

Veja

Aécio é celebrado por partidários ao ser eleito presidente do PSB, a 18 de maio do ano passado: quadro em 2014, com ele no páreo, é muito diferente do que Serra protagonizou em 2010 -- e é melhor (Foto: Gazeta do Povo)

Aécio é celebrado por partidários ao ser eleito presidente do PSDB, a 18 de maio do ano passado: quadro em 2014, com ele no páreo, é muito diferente do que Serra protagonizou em 2010 — e é melhor (Foto: Gazeta do Povo)

A presidente Dilma venceu o tucano José Serra no segundo turno das eleições de 2010 por 12 milhões de votos — em percentual, ela teve 56,05% dos votos válidos, Serra, 43,95%.

Este texto pretende mostrar, com FATOS e NÚMEROS, como é perfeitamente possível que o candidato tucano em 2014, Aécio Neves, apresente um resultado muito diferente — podendo vencer as eleições.

Não estou levando em conta pesquisas de intenção de voto (em que Aécio vem subindo, bem como o outro candidato de oposição, Eduardo Campos, do PSB, ao passo que Dilma cai).

E, por ora, vamos SUPOR que Eduardo Campos, menos conhecido, com menos estrutura, menos apoios e menos bases estaduais do que as de Aécio, não consiga chegar ao segundo turno.

É claro que poderemos ter uma disputa Dilma x Eduardo Campos, ou, quem sabe — em política quase nada é impossível  — até uma disputa Eduardo x Aécio.

O cenário deste texto, portanto, refere-se exclusivamente a uma disputa entre Dilma e Aécio.

Vou de início considerar o perfil muito diferente dos candidatos tucanos em 2010 e em 2014 e, principalmente, as alianças partidárias que Serra NÃO conseguiu estabelecer em Estados vitais e que, com Aécio, vêm sendo formadas ou estão se esboçando.

Depois disso, tratarei dos resultados eleitorais do segundo turno de 2010 e tentarei mostrar como eles poderão mudar, dramaticamente, neste ano — mudar para melhor para o PSDB. :: LEIA MAIS »



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