da Tribuna
O promotor Paulo Gomes Junior, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA), admitiu ontem que tenha sido alvo, no inicio do mês, de um atentado. Segundo ele, esse atentado teria sido registrado no dia 7, quando deixava um shopping da cidade com a mulher e o filho de três anos.
As investigações correm sob sigilo, como adiantou o promotor a um site local. Segundo ele, o delegado e coordenador de Operações Especiais (COE), Jardel Peres, está à frente dos trabalhos. Três disparos teriam acertado o estepe, pneu traseiro do lado do carona, e a porta do carona do veículo onde a família se encontrava.
O promotor ressaltou ainda que sair ileso foi mesmo sorte, alegando que “o carro não era blindado”. Gomes não descartou que o atentado tenha ligação com algum caso que esteja em suas mãos ou tenha passado por elas, mas se esquivou de detalhes, conforme anunciou o site.
Entre os casos em que Paulo Gomes Júnior atuou está a Operação Janus, que apurava esquema de venda de sentenças no Judiciário baiano. A Operação Pojuca também contou com a participação do promotor. Gomes teria afirmado ter indícios de que políticos se beneficiavam de uma milícia e grupo de extermínio montados pelo delegado Madson Santos de Barros, da cidade de Gandu. (MV)
