Mariacelia Vieira/ Tribuna da Bahia
Impedida de ter acesso a uma agência da Caixa Econômica Federal de Camaçari, após sucessivas sinalizações da porta rotatória com detector de metais, e sem qualquer sugestão da gerência, a professora Sueli Souza do Nascimento, 40 anos, perdeu toda manhã de ontem.
A educadora tentava apenas dar entrada a documentação para desbloqueio de salário. Após o ocorrido, a correntista prestou queixa por constrangimento na 18ª Delegacia. Todas as iniciativas adotadas pela professora junto à segurança do banco e à gerência, não surtiram efeito. “Tentei entregar minha bolsa ao segurança na presença do gerente.
Mostrei meus documentos e o interior da bolsa ao segurança e ao gerente e mesmo assim, não conseguiu o acesso”, explicou a pedagoga, irritada com toda a confusão.
Desesperada, a educadora entrou em contato com o marido, o policial civil Marival de Oliveira Santos, que se deslocou da 5ª Delegacia, onde é lotado. Segundo a mulher, o gerente de prenome Alex, sugeriu apenas que ela deixasse a bolsa dentro do carro para que o acesso fosse permitido. Por mais de uma hora o clima foi de constrangimento, segundo ela.
Por precisar do salário, a professora acatou a sugestão do gerente e entrou apenas com os documentos e cartão do banco. No final da tarde de ontem, a assessoria de imprensa da CEF foi contatada, mas alegando falta de tempo hábil, não apresentou o posicionamento da instituição. Recentemente uma artista recebeu de uma agência bancária a indenização de R$70 mil.
