O discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Theatro Municipal, foi bem-recebido por políticos e artistas convidados para evento e ouvidos pelo G1.

O americano foi aplaudido de pé depois de um pronunciamento em que arriscou várias palavras em português, como “cidade maravilhosa”, e destacou que Brasil e EUA devem ser “parceiros iguais”.

Enquanto Obama discursava, no entorno do teatro, alguns grupos fizeram protestos contra a presença do líder americano.
Segundo a ministra do Supremo Tribunal Federal Ellen Gracie, Obama demonstrou, no discurso, que Brasil e Estados Unidos têm mais pontos comuns do que diferenças.

“Acho que ele fez as ligações históricas de maneira muito feliz, mostrando nossas convergências e possibilidades. Ele destacou que temos mais convergências que divergências”, disse.
Para a atriz Taís Araújo, Obama foi “respeitoso” com o Brasil. “Achei emocionante e me surpreendi. Ele sabe muito da nossa história, procurou falar português, e mostrou a importância que o Brasil tem no cenário mundial. Achei que ele foi respeitoso até na hora de falar das nossas divergências”, afirmou.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, também destacou o conhecimento que Obama demonstrou ter sobre o Brasil e disse esperar que as parcerias entre os dois países sejam incrementadas. “É uma pessoa que parece muito familiarizada com o Brasil. Espero que nossos laços melhorem e que juntos possamos contar cada vez mais com a ajuda deles, e vice-versa. Ele pareceu muito inteirado com o Brasil e com a realidade do Rio de Janeiro. Falou uma linguagem que os brasileiros puderam entender bem”, afirmou.

O ator Lázaro Ramos disse que o norte-americano soube conquistar os brasileiros. “Hoje eu entendi o poder dele de conquistar as pessoas. Ele tem um carisma muito grande. Ele usou símbolos sociais, citou o combate à ditadura no Brasil, deu importância ao nosso país.”

Já a ex-candidata à Presidência da República Marina Silva (PV-AC) afirmou que o presidente americano deveria ter se aprofundado mais na questão ambiental. Segundo ela, é necessário um debate urgente sobre o uso da energia nuclear. Atingido por um terremoto de magnitude 8,9, o Japão enfrenta riscos de graves vazamentos nucleares.

 “Faltou a questão das mudanças climáticas num contexto que atualize as políticas direcionadas a evitar o aquecimento global, e faltou a questão da energia nuclear. A tragédia que aconteceu no Japão deveria suscitar um debate melhor sobre as usinas nucleares”, disse. Tribuna

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