A TARDE On Line*
O oficial de justiça Osvaldo Pires, amigo do juiz Carlos Alessandro Pitágoras – morto na noite do último sábado, 10, com tiros disparados à queima-roupa pelo policial militar Daniel dos Santos Soares, na região do Centro Empresarial Iguatemi – prestou depoimento na manhã desta quarta-feira, 14, no Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), na Piedade.
Ainda abalado pela perda do amigo, Osvaldo não quis conversar com a imprensa, mas afirmou ter sido a última pessoa a ver o magistrado vivo pois, antes do crime, Carlos Alessandro estava em sua casa.
Apelo – O advogado da Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), João Daniel Jacobina, pede a quem tiver informações sobre o crime ou que tenha registrado alguma imagem ou vídeo, ligue para a Ouvidoria do Ministério Público (MP) por meio do telefone 0800-284-6803. Jacobina garante que a pessoa terá sigilo e que as informações prestadas serão importantes para ajudar nas investigações do homicídio.
Crime – O juiz Carlos Alessandro Pitágoras Ribeiro, substituto da Comarca de Camamu, levou dois tiros disparados pelo policial militar Daniel dos Santos Soares, na noite do último sábado, 10. Segundo depoimento do PM, seu veículo teria sido interceptado pelo carro do juiz. O magistrado teria saído armado e ido na direção do PM. Em depoimento, Soares contou que solicitou ao magistrado que parasse, mas como seu pedido não foi atendido, dois tiros foram efetudos: um na clavícula e outro no abdomen.
Familiares do juiz contaram que antes do incidente, ele tinha passado a tarde com parentes na casa de amigos, no bairro do Barbalho. No final da tarde, saiu para fazer compras no Shopping Iguatemi e no supermercado. Na saída, houve o desentendimento com o policial militar e ele acabou sendo morto.
O juiz Carlos Alessandro Pitágoras Ribeiro era membro do Conselho Fiscal da Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB). Ele entrou para a carreira jurídica em 2005, após aprovação em concurso para juiz substituto do Tribunal de Justiça baiano. A vítima era casada, tinha uma filha de 5 anos e vivia em Valença, onde era lotado.
*Com informações de Amélia Vieira | A TARDE
