BRASÍLIA – O Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) registrou uma captação líquida recorde de R$ 3,75 bilhões no primeiro trimestre de 2010. No mesmo período do ano passado, por conta dos efeitos da crise financeira internacional, essa arrecadação líquida foi de R$ 1,482 bilhão.
A arrecadação bruta no primeiro trimestre de 2010 foi de R$ 15,3 bilhões, o que representa um crescimento de 8,81% em relação ao mesmo período do ano passado. Os saques totalizaram R$ 11,5 bilhões, o que corresponde a uma queda de 8,11%. A principal modalidade de saque, que é a demissão sem justa causa, caiu 8,37% nos três primeiros meses do ano. Por outro lado, as retiradas dos recursos para compra da casa própria cresceram 27,4% devido à expansão do setor imobiliário.
Sobre o projeto de lei, que tramita no Senado, para mudar a remuneração do saldo das contas do FGTS, o vice-presidente da Caixa afirmou que, em algum momento, essa remuneração deverá ser debatida. Porém, lembrou ele, para que não provoque desequilíbrios, o debate precisa considerar todo o sistema financeiro da habitação. Ou seja, a rentabilidade da poupança e o próprio custo dos financiamentos imobiliários.
“É razoável que o crescimento do Fundo (lucratividade) também signifique melhora de rentabilidade. Mas esse é um desafio que o próximo governo terá. Como é uma questão sistêmica, não pode mexer em apenas uma parte. A remuneração do FGTS influi no custo do dinheiro. Uma mudança provoca uma ruptura no sistema”, disse. “É uma questão macroeconômica”, acrescentou.
Estadão
