O Ministério do Interior da Arábia Saudita anunciou nesta quarta-feira que 113 suspeitos de ligação com a rede extremista Al-Qaeda foram presos no país, sob a acusação de estarem planejando ataques contra instalações de petróleo sauditas.
Segundo o governo, eles estavam divididos em três grupos independentes. O maior deles era formado por 101 pessoas, 51 deles cidadãos do Iêmen, 47 sauditas e o restante de outros países.
Também foram presos 12 integrantes de duas pequenas células – 11 deles sauditas – que estariam trabalhando independentemente uns dos outros.
Segundo o analista da BBC para o Oriente Médio Christian Fraser, as autoridades sauditas desconfiam que a rede extremista esteja explorando a instabilidade no Iêmen para ampliar suas operações.
Tropas sauditas e iemenitas estão combatendo separatistas xiitas que atuam no norte do Iêmen, e existe o temor de que a Al-Qaeda esteja estabelecendo campos de treinamento na região.
A série de prisões sugere que os militantes estariam cruzando a fronteira e usando contatos dentro da Arábia Saudita para planejar ataques, disse Fraser.
Ligação
Durante as batidas, o Ministério informou que foram apreendidas armas, munição, mapas, filmes, equipamentos de computação e grandes somas em dinheiro.
Segundo o porta-voz do Ministério, Mansour El-Torky, alguns dos detidos estavam se preparando para se tornar homens-bomba.
Também há suspeitas de que eles estariam planejando ataques contra instalações do Exército e dos serviços de segurança sauditas.
A Al-Qaeda na Península Arábica foi formada em janeiro de 2009.
Liderado por um ex-assessor de Osama Bin Laden, o grupo prometeu atacar instalações petrolíferas, estrangeiros e forças de segurança em uma tentativa de derrubar a monarquia saudita e o governo do Iêmen e estabelecer um califado islâmico.
As autoridades não informaram quais instalações petrolíferas seriam alvo dos ataques.
Em 2003, extremistas suicidas suspeitos de ligações com a Al-Qaeda causaram a morte de 35 pessoas na capital saudita, Riad. Entre eles estavam estrangeiros.
BBC
