A força-tarefa do Gaeco – formada pelo seu coordenador, promotor de Justiça Maurício Cerqueira, e pelos promotores de Justiça Genísia Oliveira, Beneval Mutim, Paulo Gomes e Gervásio Lopes – foi deslocada para Vitória da Conquista, Sudoeste do estado, para acompanhar a prisão dos dez policiais militares acusados de assassinar 11 pessoas no bairro Alto da Conquista, periferia da cidade, no início deste ano.
Inicialmente, o Ministério Público Estadual (MPE) solicitou a prisão de 37 policiais, no entanto, o juiz Reno Soares, da comarca de Vitória da Conquista, entendeu que havia indícios suficientes de autoria apenas contra 10 policiais. Em relação aos demais, ele justificou em sua decisão que, “quanto à participação deles nos delitos, outras provas precisariam ser produzidas”.
Os crimes supostamente cometidos pelos policiais tiveram início após a morte do também PM Márcio Lima Silva, assassinado por traficantes da região. As execuções teriam sido realizadas em represália a morte de Márcio. No total, 11 pessoas foram assassinadas. Três continuam desaparecidas.
O juiz solicitou a prisão do tenente Arlande Ribeiro de Almeida e dos soldados Anderson Maciel Silva, Ronildo Vieira da Silva, Emerson Caires Novaes, Adailson Machado de Castro, Marcelo Carvalho Santos, Evandro Andrade Costa, Cristiano Meira Santos, Dilsolon Meira Santos, Handerson Menezes Santos. Os policiais são lotados no 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM/Vitória da Conquista) e na Companhia de Ações Especiais do Sudoeste e Gerais (Caesg/PM).
Também foram concedidos 37 mandados de busca e apreensão de armas e munições, além de objetos e documentos que possam auxiliar as investigações. Com informações do Tribuna da Bahia
