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Moro julgou 35 processos em três anos e sete meses e tem 44 ações em aberto, em Curitiba, onde MPF trabalhará em força-tarefa até setembro
A Operação Lava Jato vai continuar até as eleições de 2018. Com Lula ou sem Lula na corrida pelo Planalto, as investigações de corrupção na Petrobrás, em Curitiba, vão durar mais um ano, pelo menos, apesar das recentes manifestações públicas do juiz federal Sérgio Moro, de que o caso caminha para o fim. Será a primeira disputa presidencial em que os reflexos da Lava Jato para o mundo político serão sentidos nas urnas. Em outubro de 2014, quando Dilma Rousseff foi reeleita, as apurações estavam em seu primeiro ano e não tinham atingido o núcleo político do esquema de corrupção na Petrobrás – comandado por políticos do PT, PMDB e PP. Deflagrada em março de 2014, a Lava Jato completou 46 fases ostensivas de investigações, quando são feitas buscas e prisões, nesta sexta-feira, 20. No mesmo dia, Moro condenou os operadores de propinas Jorge Luz e Bruno, pai e filho que eram considerados os mais antigos lobistas da Petrobrás com fortes vínculos com políticos do PMDB. Em três anos e sete meses, Moro julgou até aqui 35 processos da Lava Jato – ele atua exclusivamente no caso desde 2014. Nas suas sentenças, condenou 109 pessoas, entre elas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (9 anos e 6 meses de prisão), os ex-ministros Antonio Palocci (12 anos e 2 meses) e José Dirceu (32 anos) e o empresário Marcelo Odebrecht (29 anos e 4 meses) – que virou delator em 2016, cumpre pena desde junho de 2015 e aguarda para progredir para o regime domiciliar no início do próximo ano. Titular da 13ª Vara Federal de Curitiba – origem da Lava Jato -, Moro tem ainda 44 processos penais abertos do mega esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, em negócios da Petrobrás. Um dos processos já abertos em Curitiba, em fase inicial, é o que trata de suposta corrupção e lavagem de dinheiro no caso das obras do sítio de Atibaia (SP), que a Lava Jato diz que é de Lula e ele nega. A ação deve ser julgada – sem imprevistos – em meados de 2018, às vésperas das eleições de outubro, quando o petista planeja disputar para voltar ao Planalto. Fonte: Estadão
