Foto: Divulgação
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Dilma Rousseff
O empresário Marcelo Bahia Odebrecht afirmou à Justiça Eleitoral que a Odebrecht Infraestrutura ficou responsável por pagar R$ 50 milhões do montante acertado com o PT para a campanha da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2014. O dinheiro era para que as liberações de dinheiro do governo no contrato de construção dos submarinos do Programa de Desenvolvimento de Submarino (Prosub) não parassem. Novo delator bomba da Operação Lava Jato, Odebrecht revelou em seu depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia 1 de março, que a empresa acertou, ao todo, R$ 150 milhões para a campanha de reeleição de Dilma. Os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega seriam os principais interlocutores do empresário nas negociatas. “Veio R$ 50 milhões da área de infraestrutura – e por que isso? Porque a infraestrutura tinha uma demanda muito grande em relação ao governo. E uma das coisas que a gente tinha que acompanhar de certo era o orçamento do Prosub – o Programa de Submarinos. O orçamento do Prosub era um orçamento que demandava do OGU (Orçamento Geral da União) quase que um bilhão por ano”, afirmou Odebrecht, ouvido na ação que pede a cassação da chapa Dilma/Temer 2014, no dia 1º de março. O julgamento foi iniciado nesta terça-feira, 4, pelo ministro Herman Banjamin, e suspenso, após ser aberto para novas diligências. O projeto de submarinos – quatro convencionais e um nuclear -, orçado inicialmente em 6,7 bilhões de euros, só saiu do papel após parceria com a França. O programa foi entregue a um consórcio formado pela Odebrecht, pelo estaleiro francês DCNS, cujo principal acionista é o governo da França, e a Marinha brasileira. Fonte: Estadão
