JORNAL A SEMANA

“Todos sabem que merecemos um tratamento melhor dos governos”, afirma o advogado e pré-candidato de Vitória da Conquista, em entrevista.

Numa entrevista que repercutiu em Vitória da Conquista e na região sudoeste o pré-candidato a deputado federal da oposição Marcelo falou ao editor-chefe do jornal A Semana José Pinheiro. Reproduzimos aqui, na íntegra, a entrevista que modificou os rumos da política da região.

A Semana: Você é bastante conhecido no meio político e é um nome novo para a população e vai disputar pela primeira vez uma eleição para o legislativo. Como você encara esse desafio?

Marcelo Melo:  Recebi do prefeito ACM Neto e do partido [DEM] esse convite, que é ao mesmo tempo uma missão. Já era um desejo poder contribuir diretamente com a nossa região, em toda minha vida me preparei para este momento. Sou nascido em Vitória da Conquista; meu pai, Walmir Santos, foi vereador pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Eu respirava política desde pequeno. Minha mãe, Telma Melo, que é professora, sempre lutou por uma educação pública de qualidade, me incentivava a participar dos debates sobre as demandas e melhorias para o coletivo e para a comunidade.

ASemana: Você participou da política estudantil e ainda muito novo foi gestor de órgãos público. Como você avalia as responsabilidades assumidas por jovens?

MM: O jovem possui um papel muito importante para toda a sociedade: quando lhe é dada uma tarefa, ele responde a opor tunidade de uma forma bastante voluntariosa e bastante eficiente. Tive a oportunidade de ser presidente da Cooperativa dos Estudantes da Escola Agrotécnica Sérgio de Carvalho, onde pude participar ativamente de projetos e ações que envolviam todo o cenário do nosso desenvolvimento regional. Lá também pude ampliar as noções de gestão, que já havia começado a entender na minha infância, quando vendia em feiras livres o que produzia na roça. Quando entrei na faculdade de administração, fui presidente do Diretório Central dos Estudantes, que me serviu como uma grande escola da política estudantil. Após isso fui estudar direito e antes me formar trabalhava na área como estagiário. Essas experiências acumuladas me credenciaram a desenvolver trabalhos em órgãos públicos em Conquista e na região. Tudo isso aconteceu num período em que constituí família, que é nossa maior responsabilidade, minha esposa e minhas filhas são minha fonte de inspiração na busca de uma sociedade melhor e mais igualitária. Por isso sempre afirmo, o jovem tem capacidade e pode assumir desafios.

AS: É sabido que você é uma pessoa da alta confiança do prefeito de Salvador ACM Neto. Como foi trabalhar com ele e qual sua avaliação da gestão dele na capital?
MM: ACM Neto também é um exemplo de jovem que assumiu responsabilidades muito cedo, quando deputado federal sempre correspondeu às expectativas da Bahia. O reflexo disso foram suas grandes votações. Como prefeito, em pouco tempo ele foi avaliado como melhor do Brasil, mais uma vez demonstrando a sua capacidade. Como assessor parlamentar dele, pude aprender os trâmites e processos da Câmara Federal, pudemos nesse período viabilizar emendas parlamentares que foram muito importantes para comunidades de Vitória da Conquista e cidades da região Sudoeste. Esse aprendizado me permitiu ter noções profundas de gestão e políticas públicas.

AS: O grupo de oposição lançou no último dia 26 aqui em Vitória da Conquista a chapa que vai concorrer ao governo do estado.
Você participa como candidato da terra e como coordenador. Essa unidade da oposição é consistente?
MM: Sem sombra de dúvidas, é uma chapa muito forte. As pesquisas apontam o governador Paulo Souto na dianteira. Essa unidade começou a ser construída ainda em 2012, nas eleições municipais. Naquela oportunidade, o Democratas, PMDB e o PSDB se congregaram em Feira de Santana e Vitória da Conquista no primeiro turno e em Salvador, no segundo turno. Nas três cidades o resultado foi bastante positivo para a oposição, além de outras várias cidades do estado. Essa semente plantada em 2012 vai dar frutos que serão colhidos na eleição de outubro próximo. O que vemos a cada dia que passa são adesões de apoio ao governador Paulo Souto de todas as regiões do estado. Em todos os casos, as lideranças relatam que as gestões do ex-governador foram infinitamente melhores que a gestão petista. Não se viam naquela época atrasos de pagamento de funcionários, caos nos hospitais e na saúde, índices de violência alarmantes, educação pessimamente avaliada pelo MEC, só para citar alguns problemas do governo atual. Paralelamente o que se vê é muito gasto com propaganda do governo e pouco resultado, o aparelhamento político do estado prejudica os serviços públicos para a população. Essas demonstrações populares pela volta de Paulo Souto refletem a sua capacidade de renovação, mostrando que ele é um homem à frente do seu tempo.

poções

Marcelo ao lado de Paulo Souto na festa do divino em Poções

AS: Falando em adesões, você tem recebido a todo momento adesões e declarações de apoio de importantes lideranças de Conquista e região Sudoeste, e também de pessoas que não são ligadas a política. Nas pesquisas seu nome aparece bem colocado, como você vê isso tudo?
MM: Quando converso com as pessoas, o que percebo é um sentimento de mudança, as pessoas falam sobre renovação na política de Vitória da Conquista, as pessoas falam que querem o um nome novo para votar. Insatisfeitos com a situação, falam estar desiludidos e desacreditados com os políticos e com a política de uma forma geral, e me incentivam a ser candidato. Ouço muita gente falar que não iriam votar este ano, mas, se eu fosse candidato, me apoiariam. Por conta disso, o nosso nome tem sido visto como essa possibilidade, por isso a minha pré-candidatura tem recebido apoios dos mais variados segmentos e setores da população. Tenho sido convidado para reuniões e encontros em dezenas de cidades e a falta de representatividade política de Conquista e região no cenário estadual e nacional não incomoda só a mim, mas a todos que sabem que merecemos um tratamento melhor dos governos. A mesma falta de representatividade impacta diretamente na falta de investimentos em nossa cidade e em obras que nunca são finalizadas, só para exemplificar. A comunidade sofre diretamente com esses problemas e por isso quer novos nomes para nos representar. Não sou apenas o pré-candidato da oposição, sou um cidadão que não concorda como as coisas estão tratadas em nossa cidade, em nossa região e em nosso país.

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