O ex-ministro da Integração Nacional e pré-candidato ao governo baiano, Geddel Vieira Lima (PMDB), negou nesta quarta-feira que a pasta, comandada por ele de 2007 até o mês passado, priorizou a Bahia no repasse de recursos para prevenir danos por desastres naturais.

No ano passado, a Bahia recebeu quase 50% dos R$ 135,1 milhões liberados pelo governo federal para o programa de prevenção de desastres. O Rio de Janeiro, atingido nesta semana por uma chuva recorde que matou mais de cem pessoas, recebeu R$ 1,6 milhão –1% do total.

Segundo Geddel, a Bahia não foi favorecida pela pasta porque parte dos recursos são oriundos de emendas parlamentares, verbas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e projetos apresentados pelos próprios prefeitos.

“É uma visão estreita de procurar culpados num momento de tragédia. O Rio de Janeiro recebeu quase R$ 100 milhões para obras de macrodrenagem na região de Campos [dos Goytacazes], que vieram do Ministério das Cidades”, disse.

O ex-ministro explicou que parte dos recursos do PAC foram divididos por regiões entre os ministérios da Integração Nacional e das Cidades.

“Por obras semelhantes, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro receberam recursos de pastas diferentes. Mas é natural que os Estados mais pobres recebam mais verba”, afirmou.

No período em que Geddel ficou à frente do ministério, as prefeituras baianas comandadas pelo PMDB receberam 68% do total repassado por convênios ao Estado. Segundo ele, os critérios são técnicos.

Correio da Baia

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