
Os moradores do povoado de Cabeceira, na zona rural de Vitória da Conquista, estão em expectativa para o próximo dia 10. Nessa data, que tem tudo para ser histórica para a comunidade, haverá a inauguração da Escola Municipal Francisco Antônio de Vasconcelos. A reconstrução, que foi feita pela Prefeitura, por meio da Empresa Municipal de Urbanização (Emurc), já está praticamente concluída, e permitirá à população local cursar o Ensino Fundamental II ali mesmo, sem que haja necessidade de se deslocar a outras localidades.
Agora, a escola possui oito salas: seis de aula e duas reservadas ao laboratório de informática e ao espaço de leitura. Há ainda uma sala de professores e coordenadores, uma sala de diretoria, outra de secretaria, além da nova cozinha com depósito para alimentos. Também foi acrescentada nova bateria de sanitários e um muro ao redor da escola. Além disso, foram implantadas adaptações que garantem o bom convívio também para os alunos com necessidades educacionais especiais.
Assim que for devidamente entregue à comunidade, a escola será a sede do Círculo Escolar Integrado de Cabeceira, do qual fazem parte, ainda, outras seis escolas: Robert Kennedy, em Choça; Assentamento Tigre, no local de mesmo nome; Artur Saldanha, na Vereda; Raul Pompéia, em Itapirema; Miguel Cândido, em Caiçara; e Santa Rita de Cássia, em Periperi. Quinze comunidades circunvizinhas são atendidas pela unidade escolar. 
“COMUNIDADE ESTÁ CONTENTE” – Até 2009, assim que concluíam o Fundamental I, os estudantes de Cabeceira precisavam se deslocar até o distrito de José Gonçalves, onde cursavam o Fundamental II. Este ano, com a construção da nova escola em andamento, os alunos, em grande parte, permaneceram na comunidade. A Secretaria Municipal de Educação alugou espaços no povoado para a realização das aulas até que o prédio seja concluído.
“As expectativas são as melhores possíveis”, diz a professora Jeanne Botelho, que trabalha em Cabeceira desde o ano passado. “Nós, professores, vamos ter uma infraestrutura boa pra trabalhar e os recursos necessários para desenvolvermos um trabalho de qualidade”, acrescenta. A comunidade, como define Jeanne, “está contente com a expectativa de receber esse colégio. É um sonho antigo que está virando realidade”.
O sonho é mesmo antigo. A construção da escola foi iniciada em 1993, mas não havia sido concluída. Até que, no ano passado, o Governo Municipal, atendendo às reivindicações da comunidade, assumiu a construção. A escola foi incluída na lista de 23 unidades que, a partir do segundo semestre do ano passado, passaram por reformas e ampliações de grande porte.
“DECISÃO ACERTADA” – Assim que foi iniciada, a obra teve de seguir um replanejamento. Como se trata de uma construção muito antiga, foram detectadas fissuras nos pilares e oxidação na parte de ferro. Os problemas foram identificados durante uma visita que o prefeito Guilherme Menezes fez ao local, acompanhado pelo secretário municipal de Educação, Coriolano Moraes, no início de dezembro de 2009.
Diante desse quadro, o prefeito determinou que toda a parte pré-moldada, remanescente do início da construção, fosse demolida e refeita pelos técnicos da Emurc. “Foi uma decisão política acertada”, avalia Coriolano. A decisão seguiu a lógica de trabalho do Governo Municipal, que, ainda de acordo com o secretário, “trabalha com excelência técnica em suas construções, a fim de proporcionar segurança a alunos e professores da escola”.
“A estrutura antiga não permitia uma construção maior”, explica a diretora do Círculo Escolar Integrado de Cabeceira, Maria Solange de Souza. “Estava toda desgastada, e por isso a obra teve de ser iniciada do zero”. Maria Solange acredita que a nova escola será um “grande acréscimo para a comunidade”, visto que sua localização centralizada facilitará o acesso para os estudantes.
SECOM/PMVC
