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Dois estelionatários africanos que foram denunciados por um engenheiro foram apresentados nesta quarta-feira (8) pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Akuma Agbai Mecha Akanu, 42 anos, e Abduramane Djaió, 43, falsificavam cédulas de R$ 100 e R$ 50 cedidas pelas vítimas – eles ficavam com as notas verdadeiras.
Os dois foram presos durante o final de semana por policiais da 14ª Delegacia (Barra) quando estavam em um shopping de salvador. Akanu, nigeriano, diz ser contador, e Djaló, nascido em Guiné Bissau, é professor de francês. O denunciante vinha negociando com as vítimas a venda de seu sítio no Litoral Norte. Percebendo que poderia ser vítima de um golpe, ele procurou a polícia com uma nota falsa de R$ 50 entregue pela dupla.
Os dois falsários estavam hospedados no bairro da Barra. Segundo o engenheiro, as informações sobre seu sítio estavam em um site na internet e ele foi abordado pelo nigeriano por email. Depois de três meses de negociação, Agbai veio a Salvador para conhecer o sítio, informando que tinha R$ 9 milhões e 600 mil para investir. O nigeriano estava no Brasil há um mês.
O nigeriano se passava por Louis Nchindo, diretor da empresa Debswana Diamond Company, especializada na extração de diamante em Botswana, país africano. Segundo a polícia, o golpista usava a identidade do executivo de maneira ilegal – o empresário foi encontrado morto em Botswana em fevereiro.
O engenheiro recebeu dos dois africanos a proposta de paticipar do golpe da mulitplicação de dinheiro, com cédulas falsificadas. Eles lhe entregaram uma cédula de R$ 50 e garantiram que ela seria aceita em qualquer lugar, devido à qualidade da falsificação.
Investigação
Segundo a polícia, acredita-se que os africanos estavam no shopping para encontrar-se com outra vítima. Eles também passaram por Ilhéus e Porto Seguro e a polícia suspeita da existência de outros golpes pelo interior. O nigeriano disse que vive no Canadá, onde compra roupas usadas para vender em seu país natal. Já Djaló vive no Brasil há três anos, é casado com uma brasileira e mora em São Paulo.
O delegado Nilton Tormes atuou os dois por falsificação de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica. O inquérito será remetido para a Justiça Federal.
