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O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), vem sendo apontado com um possível candidato à Presidência em 2018. Seu nome já aparece nas pesquisas e ele pertence a um partido forte, cujos principais líderes estão enrolados nas denúncias da Lava Jato.
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, Doria estaria ganhando o apoio de líderes do segmento evangélico, que hoje passa de 30% da população.
“Ele é um cara de família. Tem uma família ajustada. Isso é importante para nós. Muito pastor tem prestado atenção neste cara. E não é só pastor de São Paulo, é de todo o Brasil”, defende Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
O pastor Malafaia, na verdade, foi a primeira figura de peso a falar sobre a possibilidade de um “presidente Doria”. Em entrevista ao Estadão, afirmou agora que o prefeito paulista estaria mais próximo de conquistar o apoio da comunidade evangélica que o deputado Jair Bolsonaro (PSC/RJ). “Não acho que o Bolsonaro esteja preparado para ser presidente. Não basta ser honesto”, assegura.
Ele não fez nenhuma menção ao fato de João Doria não ter vínculo com os evangélicos, nem advogar uma postura claramente conservadora, o que antigamente eram pré-requisitos para receber o apoio dos pastores.
Na análise do bispo Robson Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, a eventual candidatura do tucano seria positiva pois ele acredita que o fator “novo” irá prevalecer em 2018.
Obviamente Doria não é consenso no fragmentado espectro político evangélico. Em especial por que já disse não pertencer a um partido de “direita”.
O apóstolo César Augusto, da Igreja Fonte da Vida, acredita que, embora haja esse ambiente propício para que surja o “novo” na disputa, não seria Doria. Afinal, ele ainda está iniciando uma carreira política. “Seria um pulo muito alto”, avalia.
Para César, o nome mais certo seria o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB): “É uma pessoa que já tem experiência. Ele ainda é uma esperança.”
É inevitável que desde que assumiu a Prefeitura de São Paulo, Doria busca aproximação com o segmento. Ele possui uma espécie de “assessoria religiosa” para auxiliá-lo e tem participado de cultos, além de procurar manter um bom relacionamento com líderes evangélicos.
