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Para a comunidade científica esse seria um avanço importante na produção de órgãos humanos, saudáveis e compatíveis com os pacientes. Belmonte e seus demais colegas pensam que estes órgãos também poderiam ser usados para testar medicamentos e tratamentos de forma segura.
De acordo com o material publicado pela equipe do Instituto Salt na revista científica Cell, foram colocadas células estaminais de humanos em embriões de porcos. O resultado foram dois mil híbridos, imediatamente implantados nos suínos. O artigo afirma que se desenvolveram mais de 150 embriões maioritariamente porco, que continham cerca de 10 mil células humanas.
Como precaução, as células quiméricas foram todas destruídas, logo não há possibilidade de que nasça uma criança-porco. O objetivo da equipe é conseguir “desativar” determinados genes dos porcos para obterem órgãos com tecido celular totalmente humano, que seria usado para transplante.
Obviamente a divulgação do estudo renova as discussões éticas e os conhecidos receios sobre os animais híbridos. Em especial por que usa células humanas.
Este não é o único tipo de experimento no mundo para gerar uma quimera. Um artigo da revista Nature deste mês mostra que cientistas tiveram sucesso em gerar órgãos de um camundongo dentro de um rato. Depois, fizeram um transplante para um camundongo doente, mostrando que o transplante inter espécies é uma realidade.
