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Descoberta do “departamento da propina” existente no Grupo Odebrecht pela Operação Xepa foi deflagrada pela Polícia Federal

A descoberta do “departamento da propina” existente no Grupo Odebrecht pela Operação Xepa, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 22, é importante passo da Lava Jato para a comprovação de que a corrupção escancarada na Petrobrás foi sistematizada no governo e nas empreiteiras do cartel que fatiava obras públicas, mediante pagamento de propinas a agentes públicos, partidos e políticos. Com funcionamento hierárquico, programas de contabilidade e comunicação próprios e repleta de codinomes, senhas e cifras, a descoberta da “estrutura profissionalizada” de pagamentos de valores irregulares reforçam os elementos do Ministério Público Federal para iniciar as imputações de cartel na Lava Jato – previstas para 2016. Até aqui, executivos são alvos de acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As denúncias de fraudes em licitações e cartel estão por vir. As planilhas descobertas a partir da secretária Maria Lúcia Tavares – nova delatora da Lava Jato – abriram ainda novo prisma para os investigadores. Além de Petrobrás, há obras em estádios, como o Itaquerão, no metrô e no Porto Maravilha, no Rio, do Canal do Sertão e outras. Essa nova frente reforça a acusação de que as propinas viraram “a regra do jogo” nos contratos do governo federal, a partir de 2006. Mais do que provar materialmente que as propinas tinham registro, dependiam de autorização superior e eram de amplo conhecimento Marcelo Bahia Odebrecht, as planilhas do Setor de Operações Estruturadas levam a Lava Jato à corrupção em outras estatais e obras públicas. “Vamos ter que aprofundar esses dados e encaminhar essas informações para os seus respectivos investigadores, ou Ministérios Públicos ou polícias”, disse o procurador da República Carlos Fernando do Santos Lima, que integra a força-tarefa da Lava Jato. As informações são do Estadão.

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