Foto: Divulgação
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Vice-presidente da CPI da Petrobras, Antonio Imbassahy (PSDB)
O deputado federal e vice-presidente da CPI da Petrobras, Antonio Imbassahy (PSDB) disse, em entrevista à Rádio Metrópole, no início da tarde desta quarta-feira, que o depoimento do ex-diretor Jonathan Taylor, da SBM Offshore, colhido ontem, pode complicar a situação da presidente Dilma Rousseff, nas investigações do esquema de corrupção na Petrobras. “Eu acho que sim, mas não é só isso. As coisas estão se acumulando e certamente haverá uma consequência, só não sei a dimensão. Ficou provado, na documentação entregue por Taylor, que houve um conluio entre a SBM e a Petrobras, e que a informação do pagamento de propina só foi revelada pela Controladoria Geral da União depois das eleições presidenciais, o que é gravíssimo. Nós colhemos tudo”, disse Imbassahy, falando direto de Londres, onde foi ouvir o executivo. Segundo ele, por questões de segurança, o delator não se sentiu confortável para vir depor no Brasil. Ele acrescentou que Taylor entregou uma série de provas materiais da propina paga em troca de contratos com a petroleira brasileira, que soma 139 milhões de dólares. “Foi um depoimento muito importante e que dará um novo direcionamento à CPI”, avalia. O tucano disse que, na terça-feira, 19, a Comissão pediu à Polícia Federal a prisão do lobista brasileiro Julio Faerman, intermediário do esquema de propina entre a SBM Offshore e a Petrobras, que está desaparecido. “Faerman virou peça fundamental nas investigações, após a reunião com o Taylor”, informou. Imbassahy e outros parlamentares que compõem a comissão retornam ao Brasil ainda hoje. Fonte: Política Live
