Coletiva

A chapa majoritária da Coligação “Unidos pela Bahia”, liderada pelo candidato a governador, Paulo Souto, e o prefeito de Salvador, ACM Neto, denunciaram a censura prévia nas eleições, instituída por decisão liminar do juiz Cláudio Cesare Braga Pereira, genro do ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage. A oposição foi proibida de divulgar em sua propaganda política no Rádio/TV as denúncias de desvio de recursos públicos para campanhas do PT, feitas pela presidente do Instituto Brasil, Dalva Sele Paiva, à revista Veja.

Na manhã desta 2ª feira (29), os membros da chapa convidaram a imprensa para uma coletiva e foi o suficiente para O TRE liberar segundo matéria de capa desta 3ª feira (30) na Tribuna da Bahia os dados da reportagem da Veja nos últimos programas de Paulo Souto no horário eleitoral gratuito.

“Vamos formalizar uma reclamação constitucional, alegando descumprimento da lei, ao Tribunal Superior Eleitoral sobre o mecanismo de censura prévia ao qual estamos sendo submetidos nessa fase final da campanha”, afirmou Paulo Souto.

O candidato a senador, Geddel Vieira Lima, ressaltou a coincidência de o juiz Cláudio Cesare, que tomou a decisão contra a chapa oposicionista, ser genro de um ministro da presidente Dilma. “O absurdo se consolida quando percebemos que o PT usa de um instrumento jurídico, o mandado de segurança, que não é apropriado para esses casos para reclamar a um único juiz, que é, coincidentemente, genro do ministro do PT, Jorge Hage”, informou, ressaltando que o mandado de segurança institui a censura nas eleições baianas, quando as denúncias de Dalva foram confirmadas pelo próprio senador petista Walter Pinheiro. Blog da Resenha

Compartilhe