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Uma vacina contra o vírus ebola poderá ser submetida a testes clínicos a partir do próximo mês e, se os resultados forem positivos, talvez esteja disponível até 2015, indicou um funcionário da Organização Mundial da Saúde (OMS). Produzida pelo grupo britânico GlaxoSmithKline (GSK), ela está sendo desenvolvida para ajudar no combate à epidemia da doença.
“Nosso objetivo é começar os testes clínicos primeiro nos Estados Unidos e, sem dúvidas, em um país africano, porque lá estão os casos”, declarou o diretor do departamento de vacinação da OMS, Jean-Marie Okwo Bélé, à rádio francesa RFI.

Indagado sobre uma possível comercialização da vacina, respondeu: “Achamos que se começarmos em setembro, até o fim do ano poderemos ter resultados. Como se trata de uma emergência, poderão ser usados procedimentos de emergência para que ela esteja disponível em 2015.”
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou na sexta-feira a epidemia uma emergência de saúde internacional e convocou a comunidade internacional a se mobilizar contra a doença no oeste da África. Desde março, já foram registrados 1.779 casos de ebola e 961 mortes no atual surto. Os países infectados são Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria. Não existe vacina ou um remédio que cure a doença. A mortalidade da doença pode chegar a 90% — no surto atual, a taxa está em 56%. O vírus é transmitido de pessoa para pessoa principalmente a partir do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais.
Países africanos — Neste sábado, a Guiné anunciou o fechamento de suas fronteiras com Serra Leoa e com a Libéria, para tentar conter a propagação do vírus. Pelo menos 367 pessoas morreram na Guiné por conta do vírus desde março e outras 18 estão em isolamento no país. Na sexta-feira, o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, declarou estado de emergência sanitária e anunciou o repasse de mais de 11 milhões de dólares (cerca de 25 milhões de reais) para ajudar a conter a epidemia na país.
