Gabrielli e Dilma

À frente da Casa Civil, a então ministra Dilma Rousseff se reuniu a portas fechadas pelo menos três vezes com o então presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, após a refinaria de Pasadena entrar no foco da estatal, em março de 2005, e antes de a compra de 50% da unidade dos EUA ser aprovada, em fevereiro de 2006. Dilma era a presidente do conselho da estatal e comandou a reunião de 3 de fevereiro de 2006 em que o negócio foi aprovado. Menos de 20 dias após o aval do conselho, Dilma se reuniu de novo com Gabrielli, conforme agenda da Casa Civil, obtida via Lei de Acesso à Informação. Trata-se, portanto, de encontros que não estavam disponíveis na internet. Houve, porém, vários outros encontros públicos, para discussões específicas ou anúncios de negócios da estatal, como o da foto desta página. Em março, após o Estado revelar sua posição favorável ao negócio que custou U$ 1,2 bilhão aos cofres públicos, a presidente afirmou, em nota ao jornal, que autorizou a compra com base num relatório “técnica e juridicamente falho” elaborado pela diretoria internacional da empresa. As cláusulas do contrato obrigaram a estatal brasileira a ficar com 100% da refinaria após longo litígio com a sócia belga Astra Oil. A Petrobrás admite prejuízos de cerca de US$ 500 milhões na compra da refinaria de Pasadena.

Rafael Moraes Moura, Andreza Matais, Estadão Conteúdo

Compartilhe