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Somente em Vitória da Conquista, novo aeroporto com capacidade para 500 mil passageiros anuais, consumirá R$ 60 milhões.

Possibilitar o desenvolvimento equilibrado de diferentes regiões do estadoatravés da construção, ampliação ou realização de obras de melhoria de aeroportos e aeródromos em municípios importantes. Melhorar o transporte interregional de passageiros, a distribuição de mercadorias e o escoamento da produção.

Novo aeroporto de Vitória da Conquista. a ser entregue no 2º semestre de 2015, receberá R$ 60 milhões em investimentos

Com esses objetivos, a integração de todo o estado através do espaço aéreo é peça chave nos planos do Governo da Bahia para os próximos anos. Somente nos aeroportos geridos pelo governo do estado, os investimentos já em curso e previstos até 2015 somam aproximadamente R$ 200 milhões, incluindo aportes do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa), do governo federal, e de concessionárias privadas. O Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia, órgão da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), executa um plano de desenvolvimento aeroviário desde 2010 em municípios escolhidos estrategicamente.

Municípios

Além de Ilhéus, Paulo Afonso e Salvador, com terminais da Infraero, estão em obras os aeroportos de municípios importantes para o Turismo, como Porto Seguro e Lençóis; assim como outros economicamente influentes, como Feira de Santana, Vitória da Conquista, Barreiras, Guanambi e Teixeira de Freitas. Cipó, Itaberaba, Sento Sé, Xique-Xique, Bom Jesus da Lapa, Jacobina, Santa Maria da Vitória, Irecê e Ibotirama também estão incluídos.

“Os aeroportos são estratégicos para ligar essas regiões e apoiar o desenvolvimento”, resumiu o diretor de terminais do Derba, Denisson Oliveira. Segundo ele, a ideia é capacitar aeroportos que hoje só recebem voos da aviação civil (pequenas aeronaves) para a aviação regional (comercial). “Teremos uma estrutura de aviação regional ligando todo o estado. Com isso, ficará mais fácil levar saúde, segurança e educação para todos”, disse. Segundo maior município do Estado, Feira de Santana é uma das prioridades. Lá, o Governo já investiu R$ 5 milhões em obras de requalificação. A concessionária responsável já investiu R$ 10 milhões e novos aportes do governo federal são previstos.

Vitória da Conquista: prioridade

Outra prioridade é Vitória da Conquista. O município, hoje com 400 mil habitantes e terceiro maior do estado, receberá um novo aeroporto, com investimentos de R$ 60 milhões previstos. Uma área de 6 milhões de metros quadrados já está sendo preparada para que o novo aeroporto comece a ser erguido. As obras serão concluídas até o final de 2015. Os recursos são do governo federal e do estado.

A previsão é que 500 mil passageiros por ano passem pelo município quando o aeroporto estiver pronto. A “Capital do Sudoeste”, como é conhecida Conquista, é uma das cidades que mais têm crescido no estado e a demanda pela aviação regional tem crescido. Quando o Derba iniciou o projeto do novo aeroporto, o antigo recebia 30 mil passageiros por ano. Hoje, segundo o órgão, já recebe cerca de 300 mil. Conquista é uma cidade-polo, com forte influência em várias cidades da região.

Oeste

Barreiras, município do Oeste do estado, tem investimentos previstos de R$ 35 milhões para a ampliação da pista, construção de uma nova Sessão Contra Incêndios (SCI) e ampliação do pátio de aeronaves. Segundo o Derba, já existe um convênio assinado com o governo federal e projetos em aprovação no Comando Aéreo Regional II (Comar II). A previsão é que as obras sejam concluídas no final de 2014.

Também até o final desse ano, obras nos aeroportos de Porto Seguro e Lençóis serão concluídas. Terceiro maior aeroporto regional do Nordeste, com o fluxo de 1,5 milhão de passageiros por ano, o de Porto Seguro recebeu quase R$ 30 milhões em recursos do estado nos últimos dois anos. As obras incluem a ampliação do terminal de passageiros, melhorias na pista e nos equipamentos de proteção e navegação aérea. Em Lençóis, na Chapada Diamantina, outros R$ 6 milhões foram investidos. Além das obras, o aeroporto receberá um Hangar do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer).

Aeroporto de Feira: pólo logístico de cargas

Diferente da maioria dos aeroportos em obras, que devem ter foco único no trânsito de passageiros, o Aeroporto de Feira de Santana será preparado para a aviação cargueira, segundo o diretor de terminais do Derba, Denisson Oliveira. “Estamos desenvolvento estruturas para a nova pista e terminal, exclusivamente para a aviação cargueira. A aviação regional para passageiros deve iniciar ainda este semestre”, revelou o diretor. “Os governos estadual e federal escolheram Feira de Santana, pela própria vocação do município”, disse. Segundo ele, o município é estratégico do ponto de vista logístico, já que hoje aproximadamente 200 mil toneladas por ano passam por lá.

Localizado num entroncamento entre rodovias federais (BR-101, BR-116, e BR-324), Feira de Santana tem uma população de 606 mil habitantes e é o segundo maior município do estado, perdendo apenas para Salvador. “Além disso, estamos realizando obras na estrutura que já existe hoje: um terminal de passageiros, uma pista de 1500 metros e uma Sessão Contra Incêndio (SCI)”, afirma Denisson. A estrutura atual está sendo requalificada, com um investimento de R$ 5 milhões somente do Governo do Estado. O consórcio UTC/Sinart, responsável pelas obras no aeroporto de Feira e vencedor da licitação, já fez um aporte de R$ 10 milhões para requalificar toda estrutura. “Deve haver também novos recursos do governo federal”, previu.

Segundo ele, a ideia é que possibilitar que o aeroporto seja uma espécie de centro de recebimento e distribuição de cargas de vários pontos do Norte e Nordeste. “Potencialmente, Feira tem toda uma estrutura capacitada e pensada para o desenvolvimento logístico dessas cargas. Se o aeroporto tiver essa capacidade, vai incrementar o volume de cargas que passam pelo município, hoje já elevado”, vislumbrou Denisson. Espera-se, ainda, que as mudanças no aeroporto do município atraiam novos investimentos para Feira. “Devem ocorrer novos investimentos, sobretudo nos setores de transporte e de cargas, que poderão estar agregados e no entorno desse aeroporto”, projetou o diretor do Derba.

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