Abrir a porta da casa da Justiça baiana para a opinião da sociedade é o objetivo da Campanha de Gestão Participativa, lançada na manhã de ontem, pelo Tribunal de Justiça da Bahia. Até o dia 22 de abril, uma pesquisa está disponibilizada no hotsite da campanha, para saber a opinião da população sobre as experiências no atendimento na Justiça de 1º grau. A ação pretende, a partir da coleta de dados, subsidiar o plano estratégico 2015-2020 e trazer melhorias no atendimento.
No auditório do TJ, no Centro Administrativo da Bahia, o presidente da casa, desembargador Eserval Rocha recebeu representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Bahia, Ministério Público, Defensoria Pública, Associação dos Magistrados e sindicatos de funcionários da justiça. Entre outras frentes, a campanha pretende levantar estatísticas sobre a situação das unidades de justiça no estado, definir orçamentos através das necessidades constatadas na pesquisa, padronizar as entidades judiciárias na Bahia e diminuir o déficit de funcionários nas unidades judiciais.
Para participar da pesquisa, os interessados devem entrar no sitewww.tjba.jus.br/gestaoparticipativa e fazer um pré-cadastro. As perguntas disponíveis são diferenciadas para magistrados, advogados, servidores, promotores e defensores públicos e para usuários dos serviços judiciais, seja através dos fóruns, cartórios ou qualquer outra unidade judicial.
“Através da pesquisa de opinião, o Tribunal quer ouvir à população e trazer mais transparência para a casa” afirmou o presidente do TJ que, desde a posse em fevereiro deste ano, tem adotado várias medidas, algumas inclusive consideradas radicais por alguns setores do TJ. Dentre elas está a contenção de despesas com o corte de cargos, automóveis e de gastos do orçamento da casa, segundo ele, com o objetivo de potencializar o orçamento e os serviços oferecidos pela Justiça baiana.
Câmara
“Sempre projetei, mesmo antes de chegar à presidência, possibilitar melhorias no judiciário, porque me sensibilizava com a ausência de poderes, principalmente no interior do estado”, afirmou Rocha. Ele conta que um dos projetos em andamento é a descentralização do judiciário que prevê, entre outras medidas, a instalação de uma Câmara no Oeste da Bahia, região em que já atuou como juiz.
A falta de celeridade na Justiça é outro problema que a nova gestão pretende discutir, após o resultado da pesquisa. De acordo com o assessor especial da presidência, o juiz Gilberto Bahia, a participação popular, através da campanha, vai possibilitar o direcionamento da mão de obra de acordo com a necessidade de cada unidade judicial, contribuindo assim para maior agilidade dos trabalhos do judiciário.
Fonte: Tribuna da Bahia
