UOL | MÁRIO BITTENCOURT

Aposentado de 77 anos diz que já gastou R$ 2 mil com exames particulares, e medicamentos, por não poder aguardar posicionamento do SUS sobre sua situação.

Um aposentado da Bahia que sofria com dores na bexiga e incômodo no momento de urinar teve marcadosomente para às 10h desta quinta-feira um exame cujo pedido foi feito em 6 de janeiro de 2010 e seria realizado pelo SUS (Sistema único de Saúde). O caso ocorreu em Vitória da Conquista, a 509 km de Salvador, no sudoeste do Estado. O exame era de urofluxometria – para medir a força do jato urinário.

“Uma agente de saúde veio aqui em casa entregar o papel da marcação do exame e eu tomei como surpresa, pois nem lembrava mais”, contou Flávio Borges de Brito, 77. Segundo ele, a agente ainda queria levar o papel de volta porque ele disse que já tinha tirado do próprio bolso para fazer o exame, pois cansou de esperar – ficou um mês no aguardo. “Peguei o papel da marcação do exame [para esta quinta] só como documento”, contou o aposentado, que diz ter gasto mais de R$ 2.000 com o exame e medicamentos, durante esse tempo.

Revoltado com a situação, ele desabafa: “as coisas que funcionam no Brasil são somente mentira, roubo, impostos e gasto do dinheiro público, como bem [faz] a mulher [a presidente Dilma Rousseff, do PT], que gastou bilhões para fazer estádios. A saúde está aí caindo aos pedaços e a violência fazendo com que a gente fique dentro de casa”. Mediante a estes fatos, a Secretaria de Saúde se pronunciou por meio de nota que está investigando o caso de Brito e está buscando por melhorias.

EXCESSO DE PESSOAS CADASTRADAS

O problema de espera não fica só na parte de consultas e exames, Vitória da Conquista é uma cidade caracterizada por ser grande a oferta de serviços na área da saúde, atraindo assim muitas pessoas de outras região que também utilizam SUS e vão até a cidade para se consultar e receber tratamentos, a prefeitura informou ter mais de 700 mil pessoas que tem cadastro no Cartão Nacional da Saúde, contudo, a cidade e os hospitais não comportam todo esse número de pessoas, ocasionando em superlotações e a falta de leitos em hospitalares. O Ministério da Saúde afirmou já estar cuidando do assunto e fazendo uma limpeza de dados, acreditando que assim o número excessivo de pessoas cadastradas diminua.

 

 

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