Missão evangélica foi considerada crime na África. Missionária e pastor são acusados de formação de quadrilha, aliciamento e tráfico de menores. 

MISSIONÁRIA-ITAPETINGA
Foram libertados da prisão no Senegal na última sexta-feira (05), o pastor José Dilson da Silva, da Igreja Presbiteriana Betânia de Niterói, e a missionária Zeneide Moreira, que é da cidade de Itapetinga, sudoeste da Bahia.

Eles estavam presos na Penitenciária de Thiès, no Senegal, sob a acusação de tráfico humano e foram libertados depois de um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Recursos de Dakar.

Na prisão, o pastor e a missionária passaram por maus bocados. O pastor relata que ficou preso em uma cela sem janelas, com mais 30 pessoas e tinha dificuldade para se alimentar pelo fato de ser diabético. José Dilson e Zeneide Moreira devem aguardar o resto do julgamento, previsto para terminar em maio deste ano, em liberdade. Mas estão proibidos de deixar o Senegal.

José Dilson e Zenaide estavam presos há seis meses. Os missionários, que pregam há 22 anos na África, foram acusados de formação de quadrilha, aliciamento e tráfico de menores por causa de um projeto do pastor criado em 2011, denominado Obadias. A iniciativa  dava abrigo, comida e educação evangélica a 17 crianças de origem islâmica recolhidas nas ruas de Dakar. Os menores que foram recolhidos são da Guiné Bissau, país vizinho onde se fala português.

Os religiosos foram denunciados à polícia em novembro de 2012 pelo pai de uma das crianças acolhidas. Segundo ele, os missionários não tinham autorização dos pais para levar as crianças. Segundo um outro pastor da mesma igreja de José Dilson, pelo fato da religião predominante no Senegal ser o islamismo, as missões evangélicas são vistas com maus olhos. Blog da Resenha

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