Da AFP
Os parentes das vítimas romperam o cerco montado pela Polícia e pelo Exército a 200 metros da entrada do necrotério e pegaram os sacos, depois que técnicos legais -por razões desconhecidas- os deixaram na rua, seis dias depois da tragédia.
Em meio à histeria coletiva, alguns começaram a abrir as bolsas com os corpos em avançado estado de decomposição em busca de seus familiares. Várias mulheres desmaiaram.

“Olhe como está meu filho, está jogado como um cão”, gritou María Hernández, entre soluços, depois de abrir um dos sacos brancos.
O instituto médico legal informou nesta segunda-feira que a equipe de especialistas já efetuou necropsias em 149 corpos, mas entregou apenas 21, pois, em muitos casos, são necessários exames de DNA.
Em uma das piores tragédias carcerárias do mundo, entre a noite de 14 de fevereiro e a madrugada do dia 15 um incêndio consumiu a maior parte da prisão de Comayagua, 90 km ao norte de Tegucigalpa, por causas que são investigadas por especialistas, inclusive dos Estados Unidos.
