Moradores reclamam de quantidade de crimes ocorridos em bairro.
Do G1 SP, com informações da EPTV
Segundo a Polícia Civil, cerca de 300 pessoas estavam no local do linchamento, situado ao lado de uma ponte na Rua Aparecida Cândida da Silva. O caso foi registrado como homicídio qualificado.
Os estupros atribuídos ao jovem devem ser investigados pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A delegada Cássia Jackeline Senteio Afonso, porém, disse que nenhuma ocorrência desse tipo de crime foi registrada no bairro. Ela pede que as vítimas procurem a delegacia para que as investigações sejam abertas.
Protesto
Na semana passada, um protesto contra a onda de estupros fechou a Avenida John Boyd Dunlop, perto da rua onde o jovem foi linchado. O corpo de uma mulher de 41 anos, que segundo o ex-marido foi vítima do estuprador, foi encontrado no Rio Capivari na quinta-feira (5).
Samia Alves Ferreira estava desaparecida desde 31 de dezembro e seu corpo foi reconhecido pela família. Os moradores da região afirmam que ela é uma das três mulheres que foram violentadas nas últimas duas semanas. “Minha vizinha está desaparecida desde 30 de dezembro, quando ela saiu por volta das 3h30 para comprar cigarro. Outra vizinha também foi violentada quando voltava do trabalho. Ela ficou com o rosto muito machucado, mas conseguiu fugir”, afirma uma moradora que preferiu não se identificar e participou do protesto.
