Criminoso em fuga colidiu com veículos na Zona Sul de SP.
Homem tentou roubar carros e fez uma série de disparos.

Letícia Macedo Do G1 SP

Durante perseguição, policiais e criminosos trocaram tiros (Foto: Mario Ângelo/ Sigmapress/ AE)Durante perseguição, policiais e criminosos trocaram tiros (Foto: Mario Ângelo/ Sigmapress/ AE)

O tenente da Polícia Militar Guilherme Willian Pacheco disse acreditar que o homem que provocou acidentes e baleou um homem na Zona Sul de São Paulo na manhã desta segunda-feira (9) tenha tido um “dia de fúria”. Segundo ele, a ação “foge do padrão de um assalto”. O criminoso, que bateu em pelo menos dois carros e um ônibus, não tinha sido preso até as 17h.

“Ele em um dia de fúria e loucura teria pego uma arma e um colete e efetuado vários disparos em via pública”, afirmou o tenente. A principal linha de investigação da polícia busca esclarecer o que aconteceu com o dono de um Corolla, encontrado na Avenida dos Bandeirantes, na Zona Sul. “Até agora ninguém tem notícia dele, ninguém reclamou que ele sumiu”, disse.

O Corolla, após derrapar, foi visto pela primeira vítima do criminoso, o taxista Elias da Silva, de 37 anos, que levava uma passageira para o aeroporto. Ele parou no semáforo e foi abordado pelo homem armado com uma pistola, provavelmente calibre 380.

Engenheiro (Foto: Leticia Macedo/G1)Engenheiro foi uma das vítimas (Foto: Leticia
Macedo/G1)

Para o tenente, a ação foge do padrão, segundo relato das testemunhas que estiveram presentes durante todo o dia no 26º Distrito Policial, no Sacomã. “Em nenhum momento ele falou ‘desce, que é um assalto’, como a gente costuma ver. Ele atirou, depois tirava a pessoa de dentro do carro. Foge do padrão de um roubo normal.”

O caso foi registrado no 26º Distrito Policial, no Sacomã.

Ação
Em alta velocidade, o criminoso que havia roubado o táxi nas proximidades do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, colidiu com um Fiat Brava na Avenida Presidente Tancredo Neves, próximo da Avenida Nossa Senhora das Mercês. Um Fiat Idea também foi atingido.

“Eu só ouvi a pancada. Foi tão forte que eu pensei que era um caminhão. Só pensava no meu filho”, afirmou David Neves, técnico em instalação de TV a cabo, que dirigia o Fiat Brava. A mulher dele, de 28 anos, e o filho, de 2 meses, tiveram que ser levados ao Hospital Cruz Azul, mas passavam bem. “Minha mulher deve ter uns arranhões, mas está em choque. Meu filho estava na cadeirinha. Eles estão só estão em observação. Está tudo bem.”

Depois da colisão, o criminoso deixou o carro e saiu atirando para todos os lados. Ele baleou o motorista de uma EcoEsport e tentou fugir no carro, mas não conseguiu. Posteriormente, o criminoso atirou contra um Logan. “Acho que ele queria o meu carro para fugir”, disse o engenheiro Ademir Carlos Guerretta, de 61 anos, que ia para o trabalho no Logan. O tiro atingiu o engenheiro de raspão no braço.

Professora (Foto: Leticia Macedo/G1)Professora diz que homem a tentou arrancar do
carro ainda com cinto (Foto: Leticia Macedo/G1)

O ladrão abordou, então, a professora Ivete Souza Cruz, de 48 anos, que estava no Polo prata. “Ele atirava a esmo. Ele deu um tiro na maçaneta e tentou me tirar com cinto e tudo. Ele me arrancou do carro. Não tinha percebido que ele estava ferido, mas estou com a roupa toda suja de sangue dele”, disse professora.

À frente, já próximo à Rua Vergueiro, ainda na Avenida Presidente Tancredo Neves, ele colidiu com um ônibus. Para prosseguir em fuga, um Ford Ka foi roubado. O motorista da EcoEsport foi levado para o Hospital Heliópolis, onde passou para cirurgia. Segundo um familiar da vítima, a bala perfurou a barriga e ficou alojada na perna. Ele passava bem no início da tarde desta segunda-feira.

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