Leidiane brandão / Tribuna

A estudante Kamyla Conceição Bonina, 19 anos, foi presa em flagrante dentro de seu apartamento na Rua Alameda dos Umbuzeiros, no bairro do Caminho das Árvores, na tarde de terça-feira, acusada de receptação de celulares.

A jovem foi detida por políciais da 14ª Delegacia da Barra, em poder de dois aparelhos celulares, modelos EX-128, marca Motorola e Samsung, além de um cartão de memória, que, segundo a polícia, seria produto de furto.

De acordo com informações da delegada titular da unidade polícial, Maria Izabel, o fato foi descoberto, após o proprietário da empresa Sena Telecom, Rogério Alves de Sena, que mora no mesmo prédio onde a estudante reside, prestar queixa pelo desaparecimento de 48 aparelhos celulares no mês de junho.

Ainda segundo a delegada, depois de fazer um balanço do material, percebeu
que vários aparelhos desapareceram em sua residência, onde funcionários têm
acesso.

A delegada ainda informou que, durante depoimento, Kamyla contou que há
quatro meses seu companheiro, identificado como Fredson, que é o síndico do
condomínio, lhe presenteou com um aparelho celular. Dias depois, ele chegou em
casa com outros aparelhos, informando que teria comprado na mão do supervisor do
prédio, pelo valor de R$140 cada e que iria revendê-los.

Ela afirmou à polícia que chegou a vender alguns celulares para amigos, e que
nunca desconfiou que os aparelhos eram furtados.
Fredson se apresentou
espontaneamente à polícia, acompanhado de um advogado, sendo liberado em
seguida.

Durante depoimento, ele informou que os aparelhos eram comprados na mão do
supervisor do prédio identificado como Josias, que, segundo ele, era repassado
pelo motoboy da empresa Sena Telecom. Ele alegou que Josias lhe vendeu os
celulares alegando que eram trazidos do Paraguai.

Após prestar depoimento, Kamila foi encaminhada para a Delegacia de Repressão
a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Derca), mas foi liberada após
pagamento de fiança. A polícia continua a procura pelo motoboy e pelo supervisor
do condomínio.

“Estamos investigando para chegar aos dois suspeitos. Alguns aparelhos, que
na loja custam R$800, eram vendidos por até R$120. Como o motoboy tinha acesso à
casa do patrão, acreditamos que ele seja o principal suspeito pelos furtos.
Acredito que a estudante foi apenas mais uma vítima”, disse a
delegada.

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