da Reuters
O mercado financeiro brasileiro reduziu sua previsão para a taxa de juro Selic neste ano, em meio à intensificação da crise global, de 12,75% na semana passada para 12,50%, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. Na semana passada, temores sobre as crises de dívida da Europa e dos Estados Unidos levaram os mercados de ações mundiais às maiores quedas em anos.
Nesta sessão, o movimento de vendas continuava, reagindo à notícia de sexta-feira de rebaixamento da nota de dívida americana pela Standard & Poor’s. Os investidores temem uma volta à recessão da economia global. Isso poderia reduzir os preços das commodities, o que é uma boa notícia para a inflação brasileira. Além disso, o Banco Central tende a ser mais cauteloso em meio a uma crise, por isso a redução na estimativa do mercado para o juro.
O prognóstico para a Selic em 2012 foi mantido em 12,50%. Foram reduzidas as previsões para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano – de 6,31% para 6,28% – e do próximo – de 5,30% para 5,27%.
A meta do governo para a inflação nos dois anos tem centro em 4,5% e tolerância de dois pontos percentuais. O prognóstico para a taxa nos próximos 12 meses, por outro lado, aumentou, de 5,40% para 5,42%. A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 teve leve queda, de 3,96% para 3,94%, enquanto o cenário para 2012 foi mantido em 4%. O prognóstico para a taxa de câmbio no final deste ano permaneceu em R$ 1,60 por dólar. A projeção no final de 2012 foi mantida em R$ 1,65.
