A ausência de polícias públicas, a carência educacional em matérias de sexo e reprodução, o abuso sexual são responsáveis pelo aumento no país dos casos de gravidez de meninas e de adolescentes, dos 10 aos 19 anos de idade.
S gundo a Organização Pan-Americana de Saúde, o sistema nacional de saúde registrou, no primeiro semestre deste ano, 21,3 mil partos de meninas e adolescentes, o dobro da média mundial. Essa faixa etária também é vítima de 17% das mortes maternas no país.
O Centro Nacional de Epidemiologia detectou o incremento de casos de HIV/AIDS e de doenças sexualmente transmissíveis nessa população.
A Guatemala também é o país que apresenta o maior índice de desnutrição infantil da América Central e o quarto no mundo, de acordo com a secretária de Segurança Alimentar, Lilly Caravantes.
Essa realidade apresenta grandes desafios às igrejas e organismos ecumênicos, cujo dever ético passa não só por incluir a temática em suas agendas pastorais e de serviços, mas também por exigir medidas para que a Guatemala cumpra com os Objetivos do Milênio e a brecha entre ricos e pobres não continue se alargando.

ALC/Notícias Cristãs

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