A TARDE On Line

Na tarde desta segunda-feira, 12, são esperados mais depoimentos na 4ª CP (São Caetano) relativos à morte do juiz Carlos Alessandro Pitágoras, assassinado na noite do último sábado, 10, com disparos à queima-roupa pelo policial militar Daniel dos Santos Soares, lotado na 35ª Companhia Independente da PM, na região do Centro Empresarial Iguatemi. A polícia afirmou que vai fazer a reconstituição do crime, mas a data não foi divulgada.

De acordo com depoimento de Daniel, ele teria atirado contra o juiz após ter parado seu veículo próximo ao Centro Empresarial Iguatemi neste sábado por solicitação do próprio magistrado, que teria descido do carro armado.

O soldado alega que atirou na clavícula do magistrado na intenção de interceptá-lo, mas que este continuou andando em sua direção até ser baleado no abdômen. O PM solicitou socorro, mas quando a Samu chegou o juiz já estava morto. Há rumores de que o magistrado estaria caído quando o policial atirou pela segunda vez.

O corpo do magistrado foi enterrado por volta das 17h40 deste domingo, 11, no cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador. Durante o sepultamento do juiz, familiares da vítima não quiseram comentar o crime, mas afirmaram que ele era uma pessoa calma e tranquila e que não acreditam na versão contada pelo policial.

Daniel dos Santos disse em depoimento que não conhecia Carlos Alessandro, mas não explicou porque parou o veículo ao ser solicitado, nem o motivo pelo qual o magistrado teria pedido que ele parasse. O PM, que estava fardado, se dirigia para a 35ª CIPM, que fica na mesma região em que ocorreu o crime.