Os docentes decidiram pelo fim da paralisação para não prejudicar ainda mais os alunos

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Após trinta dias de greve os professores municipais retornam ao trabalho. A decisão foi tomada na tarde desta quarta feira (7), em assembléia realizada no colégio Diocesano onde os professores, embora tenham decidido pelo fim da greve, votaram na continuidade das ações reivindicatórias, uma vez que nenhumas das solicitações da categoria foram atendidas.
Os docentes decidiram pelo fim da paralisação para não prejudicar ainda mais os alunos, que não contam com a preocupação dos gestores municipais. Estes ignoraram todas as cláusulas do termo de repactuação, proposto pelos professores, não somente as que beneficiavam os educadores, mas também os estudantes.Em seis rodadas de negociação, a administração ofereceu apenas o reajuste de 5,35%, menor que o índice do salário mínimo.

Mesmo contando com recursos próprios, vindos do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica), que teve um acréscimo de 17,12% no ano de 2010, os gestores foram firmes em manter a sua proposta, que foi inferior a um terço do que foi repassado pelo Fundo.
“A prefeitura alega que está cumprindo com o estabelecido na lei, no entanto, mantém mais de cento e vinte cargos comissionados, com média salarial acima de três mil reais por mês, enquanto o salário do professor é achatado. Isso vai de encontro a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal)”, destacou César Nolasco presidente do SIMMP.
Na próxima segunda feira (12),haverá uma reunião  com os representantes sindicais das unidades escolares, a fim de organizar uma agenda de ações para o segundo semestre.
ASCOM/SIMMP

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