da Tribuna da Bahia

O secretário James Correia, da Indústria e Comércio e Mineração, solicitou ao Ministério Público Estadual que investigue as denúncias da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia, Ademi-BA, que em documento enviado ao secretário e ao senador César Borges relata que a entidade sofre chantagem e ameaças para aceitar acordo que liberaria as obras na Paralela e Orla Marítima em troca de dinheiro.

Ontem, a Tribuna da Bahia veiculou, com exclusividade, a notícia sobre a acusação, e hoje o secretário Correia disse que o fato é grave e que é preciso que se revele o nome dessas pessoas, porque trata-se de crime. “A construção civil representa 1/3 de todos os empregos gerados na Bahia  e não pode conviver com um clima de insegurança jurídica, tanto para quem produz como para quem compra os imóveis”.

“ Já entrei em contato com o chefe do Ministério Público Estadual, Wellington César Lima e Silva, para que ele acione a Polícia Civil, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal no intuito de abrir uma investigação sobre o caso. É preciso que se apure esse crime de chantagem”.

Correia fez questão de deixara claro que “não é lícito que essas pessoas se aproveitem da boa-fé de órgãos públicos para vender dificuldades em áreas sensíveis, para depois almejar vantagens. É preciso identificar esses criminosos”, disse o secretário da SIC.

No documento entregue ao senador César Borges, a Ademi-BA diz que “não obstante a inegável importância do segmento para o sucesso da economia estadual e regional, as empresas do mercado imobiliário vêm enfrentando tentativas de desestabilização, as quais vêm fomentando a insegurança nos consumidores, especialmente daqueles que adquiriram unidades imobiliárias em projetos empresariais relevantes do mercado imobiliário da Cidade de Salvador. Trata-se dos projetos imobiliários em curso e planejados nas áreas denominadas Avenida Paralela e Orla Marítima, sendo que a primeira concentra lançamentos imobiliários de grande monta e constitui-se no principal vetor de expansão urbana da cidade nos dias de hoje”.

De acordo com o documento da Ademi-BA,  “um grupo de pessoas ter-se-ia associado com o objetivo de perpetrar a prática de chantagem” e que “o que esse grupo pretende lograr, na verdade, são ganhos financeiros ao pressionar de maneira insidiosa empreendedores a um acordo informal, sem qualquer respaldo legal”.

 E conclui: “Apresentam-se, levianamente, como donos e senhores de Ação Popular e de Ação Civil Pública e com ascendência sobre o MPF, MPE, Ibama e IMA, deixando claro que a motivação de suas atuações é a busca de enriquecimento fácil, ainda que a Ademi/BA tenha convicção plena e inquestionável de que os representantes do MPF e MPE não tenham conhecimento das ações perpetradas por esse grupo de pessoas, que    laboram à total revelia dos representantes do Ministério Público.

Em paralelo, insinuam ameaças de macular a reputação e a imagem pública de empresários com histórico de seriedade, caso seus pleitos argentários não sejam atendidos”

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