O arqueiro africano foi todo desajeitado para defender o chute despretensioso de Koren e acabou castigado. O vacilo de Chaouchi salvou uma partida sofrível. Filho de argelinos, o eterno craque francês Zinedine Zidane prestigiou o jogo e percebeu que ainda poderia estar em campo desfilando o seu refinado futebol.
Com o resultado, a Eslovênia termina a primeira rodada na liderança do grupo C (três pontos). Estados Unidos e Inglaterra estão com um, mas mantêm o favoritismo para as vagas na próxima fase.
Sem muitas emoções nas quatro linhas, a torcida da Argélia foi responsável pelo show. Antes de a bola rolar, um grupo de torcedores invadiu o campo para abraçar os atletas de seu país que faziam o reconhecimento do gramado. Para completar, um ousado argelino assistiu o confronto de uma torre de refletores.
A segunda rodada do grupo C da Copa do Mundo está marcada para o dia 18, sexta-feira. Às 11 horas, a Eslovênia enfrenta os Estados Unidos, em Johanesburgo, enquanto, um pouco mais tarde (15h30), a Argélia joga contra a Inglaterra, na Cidade do Cabo.
O Jogo – O bom ritmo da Argélia nos instantes iniciais incomodou a Eslovênia. Enquanto os africanos tinham a maioria da posse de bola e imprimiam toques rápidos, o time europeu amargava uma série de passes errados e alguns discussões em campo.
O habilidoso e veloz Belhadj era a grande esperança dos argelinos. Em uma cobrança de falta aos três minutos, o lateral esquerdo obrigou a primeira intervenção do eficiente goleiro Handanovic.
Só que o ímpeto da Argélia durou dez minutos. A Eslovênia encaixou a sua marcação e deixou o jogo morno. Sem um talentoso armador em campo, os dois lados insistiam em chutões e cruzamentos pouco efetivos para a área. Até os 35 minutos, as estatísticas provavam a pobreza em campo: apenas uma finalização de cada lado.
Nos dez minutos finais, os times resolveram dar um pouco de emoção aos torcedores. A Argélia assustou em uma bola parada. Ziani cobrou escanteio da direita para a cabeçada de Halliche que raspou o poste esquerdo. A Eslovênia respondeu em uma bomba de Birsa da intermediária. O goleiro Chaouchi valorizou demais a defesa e voou para desviar um chute que veio em sua direção.
No segundo tempo, as equipes não mudaram a covarde postura em campo e obrigaram os técnicos a pensar em alterações no ataque. Na Eslovênia, Ijubijankic entrou na vaga de Dedic. A Argélia teve como novidade Ghezzal no lugar de Djebbour.
Ghezzal, por sinal, foi responsável por um lance bizarro que ocasionou a sua saída de campo. Em 14 minutos de participação, ele levou um cartão amarelo por segurar o zagueiro Sular e acabou expulso ao dominar a bola com o braço dentro da área.
No fim, a Eslovênia, beneficiada de uma falha incrível do goleiro, alcançou a vitória. Koren arriscou um chute sem muita força e viu um frango do goleiro Chaouchi. Foi o último ato de um jogo que não estará na história das Copas.

