do Tribuna da Bahia

A adesão do PTN ao projeto de eleição do candidato Geddel Vieira Lima (PMDB) ao governo do Estado acena estar praticamente fechado. Nos partidos ninguém confirma. Mas um pedido de reserva feito pelas siglas para cessão do Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador (na próxima segunda-feira, às 9h), só fez aumentar as especulações de que o evento serviria para a formalização do enlace.

A aliança entre com o PMDB seria fruto de conflitos em torno das proporcionais para deputado estadual, que geraram cisões entre o PTN e os tucanos no apoio à corrida pelo Planalto. Uma resolução do PTN – anunciada anteontem – desautorizou os filiados da legenda a realizarem campanha em favor de Serra. Com isso movimentações indicam o alinhamento cada vez mais próximo entre o PTN, do deputado estadual João Carlos Bacelar, e o PMDB de Geddel.

Em entrevista à Tribuna da Bahia, Bacelar negou que já tivesse fechado a adesão com o PMDB, mas não descartou um resultado definitivo até amanhã. “Garanto também que não fui eu quem pediu reserva para evento na Câmara”, enfatizou. Membro do partido, o ex-vereador de Camaçari, Josué Marinho, que inusitadamente também se intitulou presidente do PTN, rejeitou a ide ia de que o partido já estivesse de malas prontas para o PMDB.

Proporcional – O deputado Sérgio Passos (PSDB) declarou ontem que a decisão do PTN nacional de emitir uma resolução desautorizando seus filiados a fazerem campanha pra Serra na Bahia foi “extremamente influenciada pela emoção” Para ele, os projetos de eleição de Paulo Souto (DEM) e do presidenciável do PSDB devem estar acima do debate em torno das proporcionais. Passos ressaltou que sobre as declarações de que o partido seria insignificante “não passaram de um mal entendido”. “Elas já tinham sido superadas após o diálogo”.

Compartilhe