LONDRES – A nuvem de cinza gerada pela erupção de um vulcão na Islândia causou até a manhã desta sexta-feira, 16, o cancelamento de 17 mil voos em toda a Europa desde a quinta-feira, quando os aeroportos tiveram suas atividades prejudicadas ou interrompidas, segundo a Agência Europeia para a Segurança na Navegação Aérea (Eurocontrol).

Estava previsto que 28 mil aviões circulassem na quinta-feira pelo espaço aéreo europeu, mas só 20 mil decolaram. Além disso, segundo as últimas previsões, nesta sexta apenas 11 mil voos vão poder voar, segundo as mesmas fontes. A Eurocontrol informou que os aeroportos de Londres e Amsterdã são os mais afetados até o momento.

O espaço aéreo permanece completamente fechado na Irlanda, Reino Unido, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Estônia, o norte da França (incluindo todos os aeroportos de Paris), algumas zonas da Alemanha (Düsseldorf, Colônia, Hamburgo, Berlim e Frankfurt) e da Polônia (incluído o aeroporto de Varsóvia).

O responsável de imprensa da Eurocontrol, Kayla Evans, indicou que vários especialistas vigiam a evolução da nuvem que sai do centro do vulcão e que por enquanto se dirige rumo ao leste, para ver quando é seguro reabrir o espaço aéreo, mas “os dados mudam minuto a minuto”.

Segundo as últimas informações da própria entidade, cerca de 1,36 milhão de passageiros serão afetados só nesta sexta-feira pelos cancelamentos de voos na Europa.

Consequências e duração

Não são só os voos que devem sofrer com a nuvem de cinzas expelida pelo vulcão da geleira Eyjafjallajoekull, do sul da Islândia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que avalia os riscos que a poeira pode trazer para a saúde do europeus. De acordo com o órgão “algumas das partículas que contêm as cinzas de um vulcão são perigosas e podem afetar os pulmões”. Por enquanto não há riscos, já que a nuvem está muito alta na atmosfera, mas algumas pessoas devem apresentar roblemas respiratórios conforme a poeira se aproximar da superfície.

A Organização Mundial de Meteorologia (OMM) também emitiu um comunicado anunciando que não há como prever a expansão da nuvem de cinzas. Segundo a entidade só será possível estipular a dissipação da poeira quando as atividades vulcânicas cessarem. O tempo que as erupções vão durar, porém, é inderterminado, segundo especilistas.

Estadão