BRASÍLIA – O PSDB entrou nesta quarta-feira com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o Instituto Sensus, questionando a divulgação da última pesquisa de intenção de votos. O partido afirma que houve descumprimento do prazo estipulado por lei para a divulgação do resultado, e também pede que o tribunal investigue quem realmente custeou o levantamento. O resultado da pesquisa indicou empate entre os presidenciáveis do PSDB, José Serra (32,7%), e do PT, Dilma Rousseff (32,4%)
Segundo o advogado eleitoral do PSDB, Afonso Ribeiro, na representação o partido anexou reportagens da mídia que mostraram que o Instituto registrou a pesquisa no dia 5 de abril, indicando um contratante e depois, no dia 9, alterou os dados. Para os tucanos, o Sensus deveria ter aguardado cinco dias estipulados pela lei, a contar do dia 9 de abril, mas os dados foram divulgados anteontem. Não houve questionamento sobre o teor das perguntas.
– Queremos que o TSE investigue para saber o que ocorreu, quem realmente custeou a pesquisa Sensus. Houve falta de clareza sobre quem contratou – disse Ribeiro, explicando que se o tribunal entender que o Sensus errou, poderá aplicar multa que varia de R$ 53 mil a R$ 106 mil.
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