A casa do suposto assassino dos seis jovens de Luziânia (GO), a 70 Km de Brasília, amanheceu fechada nesta segunda-feira. Era lá que ele morava com a irmã, o cunhado e dois sobrinhos. O imóvel está sendo vigiado dia e noite, para não ser depredado. Os vizinhos estão surpresos e revoltados. “Está todo mundo revoltado. Um dos meninos que sumiu era vizinho nosso”, comenta um morador da cidade.

De acordo com a polícia, o pedreiro Adimar Jesus que assumiu o crime, e que morava na cidade, matou a pauladas os jovens que começaram a desaparecer no fim do ano passado. Os corpos foram localizados no último fim de semana em uma fazenda que fica às margens da BR-040, a 2 Km da entrada de Luziânia. Ele contou que atraía as vítimas oferecendo dinheiro e mostrou para a polícia o local onde enterrou os corpos.

Maria conhecia o pedreiro e diz que ele era um homem calmo, de poucos amigos e trabalhador. Ela jamais imaginaria que o responsável pelo desaparecimento dos jovens morasse ao lado.

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  • “Com esse tanto de menino que tem aqui, e a gente não sabia. A gente tinha medo de gente de fora. Nem deixava a meninada sair. E era gente que andava comigo”, lembra a aposentada Maria Rosa. 

    Adimar é viúvo. A mulher dele morreu envenenada. Ele tem dois filhos adolescentes que moram com o avô em Serra Dourada, interior da Bahia. Em imagens exclusivas, o DFTV mostra a frieza do pedreiro ao indicar onde enterrou os corpos.

    O pedreiro já havia sido condenado há 14 anos, por dois crimes de pedofilia, mas cumpriu apenas quatro. Foi solto em dezembro do ano passado, beneficiado pela progressão de pena, direito dado a presos que apresentam bom comportamento. Uma semana depois, fez a primeira vítima.

    “No documento produzido pelos médicos psiquiatras, ele é uma pessoa com problemas e que carecia de vigilância. Precisaria de acompanhamento psicológico posterior porque já apresentava sinais de psicopatia”, destaca o delegado da Polícia Federal Wesley Almeida.

    Para o delegado de Luziânia, Josuemar Vaz, o pedreiro é um risco para a sociedade. “É um indivíduo que, se for colocado em liberdade, vai voltar a delinquir, vai voltar a praticar crimes. Nós não temos dúvida nenhuma disso”, afirma.