Ainda faltam dois meses, mas a administradora Camila Pereira já começou a comprar os adereços que vai utilizar nos jogos do Brasil na Copa do Mundo 2010. “Não gosto de deixar nada para cima da hora, além de ficar mais caro, não tem variedade. Se não estiver vestida a caráter, dá azar”, declara ela, após desembolsar R$ 43 em bandanas, corneta, cartola e camiseta, na Le Biscuit do Salvador Shopping.

É por causa de consumidores apaixonados por futebol e torcedores precavidos como Camila que o comércio da capital baiana já entrou no clima verde-amarelo. Na Le Biscuit, por exemplo, os consumidores vão encontrar cerca de 1,5 mil itens, entre objetos de decoração e acessórios. Temdesde a tradicional bandeira do Brasil até o lança-confete. Os preços variam de R$ 0,59, para as pulseirinhas de borracha, a R$ 19,99, para bola de tecido.

“Sempre apostamos na sazonalidade e a Copa do Mundo não poderia ficar de fora. Este ano, os consumidores estão mais otimistas e vão investir mais”, afirma o diretor-presidente do grupo, Álvaro Santana. Ele tem a expectativa de comercializar R$ 3 milhões, oito vezes mais que na Copa passada.


Pulseiras fazem parte dos atrativos e das decorações para torcer pelo Brasil

Nas grandes redes de supermercado de Salvador, a Copa do Mundo na África do Sul também já está anunciada. Na entrada do Hiper Bompreço da avenida Garibaldi há um espaço dedicado a produtos do evento. Tem bola de futebol, mochila, sacola, bolsa, sandália, boné, casaco de moletom, além de camisas para todas as idades.

Para o porteiro Paulo Santos, não importa o tipo, nem o valor do adorno. O importante é estar caracterizado. “Vou levar esse boné azul de apenas R$ 9. É baratinho e ajudará a deixar minha seleção na cabeça”, derrete-se.


Chapéus e com preços baratos fazem a cabeça dos consumidores

De acordo com uma promotora da seção de vestuário da loja, das duas caixas que chegaram, não há quase mais nada em estoque. Apesar da variedade de produtos verde-amarelos, ela revela que os mais requisitados são as camisetas, cujos preços variam entre R$ 7 e R$ 29, e os bonés, de R$ 9 a R$ 17.

“Os clientes que compram com antecedência querem fugir da agonia e, principalmente, dos preços altos”, diz a funcionária. Nos principais shoppings de Salvador, as vitrines das lojas também estão no clima de campeonato mundial. A Nike e a Centauro do Salvador Shopping, por exemplo, vestiram seus manequins com o uniforme completo dos jogadores da Seleção Brasileira.

Entre os produtos está a camisa oficial dos jogadores feita com garrafas pets. O valor é bem superior aos encontrados no mercado alternativo, custa R$ 239. “A oficial do torcedor custa R$ 179 a masculina e R$ 159 a feminina”, informa um vendedor da Nike, complementando que o pagamento pode ser parcelado em até cinco vezes sem juros no cartão de crédito.


E, claro, para completar a torcida não pode deixar de faltar a bandeira

MERCADO Para quem não se importa com a marca, o centro da cidade está recheado de objetos verde-amarelos. Na Avenida Sete de Setembro tem camisa da Seleção sendo comercializada por R$ 7,99. Porém, a novidade é a sandália plástica feminina com a bandeirinha do Brasil. “É linda e barata”, declara a dona de casa Maria Conceição da Silva.

Ela comprou dois pares por R$ 20, um na cor amarela e outro na cor verde. Segundo a dona da banca, Daniela Pereira,em apenas uma semana ela já comercializou mais de 60 pares. “Espero que o preço suba um pouquinho.
‘Quero faturar mais”.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Lojistas da Bahia (Sindilojas), Paulo Motta, a Copa do Mundo representa a segunda melhor data para o varejo baiano, perdendo apenas para o Natal. “A nossa expectativa é de um crescimento de 15% nas vendas, comparado com o mundial de 2006. Os torcedores estão mais confiantes, a equipe está mais sólida e Dunga também está agradando”.

Ele diz que entre os produtos mais procurados nesta época estão os do setor de bazar, como decoração, acessórios e vestuário, além, é claro, das TVs de LCD e de plasma.

Correio

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