Prezado internauta, acabo de receber essa carta direto de Guiné-Bissau. Estou postando na íntegra, para que todos possam orar por aquela nação tão sofrida!!!
Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas do país.
Os dois principais responsáveis da intervenção militar de hoje em Bissau, um antigo vice-chefe da Armada e o actual chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, protagonizaram anteriores casos de tensão político-militar na Guiné-Bissau.
No comando das operações, que levaram à detenção do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e do CEMFA, tenente-general Zamora Induta, estão o almirante José Américo Bubo Na Tchuto, e major-general António Indjai.
Bubo Na Tchuto foi destituído do cargo de vice chefe da Armada em 8 de Agosto de 2008, sob a acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado contra o antigo Presidente Nino Vieira.
Cerca de mês e meio depois, Bubo Na Tchuto pediu “asilo humanitário” na Gâmbia, negando a acusação de que foi alvo.
O regresso a Bissau, a 28 de Dezembro de 2009, foi feito de forma clandestina, a bordo de uma piroga, com Na Tchuto a refugiar-se nas instalações das Nações Unidas, na capital guineense, tendo o Governo reunido de emergência com as chefias militares e com o Procurador-Geral da República para analisar a situação.
Na ocasião, Malam Bacai Sanha desvalorizou a situação de impasse motivada pelo regresso de Bubo Na Tchuto, dizendo que se tratava apenas de um cidadão a voltar ao seu país.
O impasse durou até hoje, quando Bubo Na Tchuto abandonou voluntariamente as instalações da ONU para comandar a intervenção militar em curso naquele país da África Ocidental.
O parceiro de Na Tchuto na intervenção militar é António Indjai, também da etnia balanta e maioritária no país e que apresentou como credenciais a seu favor o facto de comandar a zona militar norte, sediada em Mansoa, a cerca de 50 quilómetros de Bissau.
Indjai ascendeu ao cargo de vice-chefe de Estado da Armada em 27 de Outubro de 2009, sendo na ocasião promovido a coronel e protagonizando com o então também empossado CEMFA, Zamora Induta, uma nova equipa na direção das forças armadas guineenses.
Para Zamora Induta tratou-se de formalizar a liderança interina, assumida na sequência do assassínio num ataque à bomba, a 1 de Março de 2009, do então chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas do país, general Tagmé Na Waié, na véspera do assassínio do Presidente Nino Vieira.
Na ocasião, o Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, fez votos de “saúde e longa vida” aos dois oficiais, numa clara alusão ao facto de Zamora Induta ir ocupar um posto onde já morreram, em funções, três chefes militares.
(NOTICIADO pela Embaixada do Brasil na Guiné Bissau)
