Investigações feitas pelo Ministério Público Militar revelam que um fuzil Parafal que foi roubado do Destacamento de Saúde Paraquedista do Exército, na zona oeste do Rio de Janeiro, no dia 28 de novembro do ano passado, seria vendido a traficantes da favela Faz Quem Quer, em Turiaçu, na zona norte do Rio de Janeiro, por R$ 30 mil. A arma acabou sendo recuperada.
Dois soldados foram denunciados pelo crime, sendo que um deles continua preso. A denúncia foi aceita nesta sexta-feira (26) pela Justiça Militar Na mesma época, um outro fuzil de uma unidade que abriga paraquedistas do Exército foi desviado e foi achado no morro da Pedreira, em Costa Barros, na zona norte, após tropas da corporação terem ocupado a comunidade a procura da arma.
De acordo com a denúncia feita pela 3ª Auditoria do Ministério Público Militar no Rio a que o R7 teve acesso, na madrugada do dia 28 de novembro, por volta das 2h40, o soldado R efetuou golpes com barra de ferro na cabeça de um outro soldado que trabalhava como sentinela e roubou o fuzil, que pertencia à 20ª Companhia de Comunicações Paraquedista. Na ação, o militar contou com o auxílio de um colega, o soldado T, também denunciado e que teria sido o autor do plano.
Segundo o Ministério Público Militar, o soldado R contou que receberia R$ 10 mil para agredir o sentinela e pegar o fuzil. Em depoimento, o soldado T, que negou ter participado do roubo, disse que apenas ajudou a recuperar o fuzil.
T, que admitiu ter parentes envolvidos com o tráfico, contou ter ido até a boca de fumo do Faz Quem Quer para buscar a arma e entregou-a em uma viatura da corporação. Antes de pegar o fuzil de volta, falou ter recebido uma oferta ainda maior pelo armamento (R$ 50 mil). T está solto e R continua preso.
O sentinela agredido está internado em estado muito grave no hospital Central da corporação, em Benfica, na zona norte.
R7
