Tribuna da Bahia

Em clima de festa diante do ato que formalizou sua conquista para mais um período à frente do governo da Bahia, mas de olho também na formação da equipe da presidente Dilma Rousseff (PT) e do secretariado que lhe ajudará na gestão no Estado, o governador Jaques Wagner (PT) disse ontem, durante entrevista coletiva no evento de diplomação dos políticos eleitos, que “competência e articulação” são os critérios que devem definir as escolhas dos nomes no plano local e nacional.

Ao falar sobre a indicação de aliados para o Ministério da presidente eleita, o gestor petista demonstrou que tem conduzido o assunto com tranquilidade. O governador falou também de seu governo e destacou as áreas de infraestrutura, logística e social, como prioridades de seu próximo mandato.

Na Bahia, além do governador, foram diplomados o vice-governador, Otto Alencar (PP), os senadores Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT), 39 deputados federais, 63 deputados estaduais e os respectivos suplentes, sendo quatro para as vagas do Senado (dois para cada titular). Ao todo foram diplomados 152 eleitos, no salão Iemanjá, do Centro de Convenções da Bahia. Quatorze políticos não participaram do ato.

Ao tocar na questão do ministério de Dilma, assunto que mais tem ocupado os jornais nos últimos dias, o governador procurou mais uma vez deixar claro que não é preciso ter ministro baiano para que os interesses da Bahia sejam atendidos.

“É preciso ter competência e articulação política”, disse. Wagner deu a entender também que não é isso que mede o grau de sua aproximação com a presidente Dilma.

“Eu tenho uma relação especial com a presidente eleita. Antes de vir para a diplomação, cheguei a conversar com ela, por telefone”, disse. Ainda sobre a condução dos nomes para o governo federal, o governador enfatizou que não era sua pretensão disputar cargos no alto escalão da República. No entanto teria mudado de atitude, depois de uma espécie de convocação do PT do Nordeste.

Embora tenha citado a “briga” de cargos por região, o gestor petista disse que a disputa é partidária. Segundo ele, a questão da representatividade da região está muito mais ligada ao PT nacional. “O partido vai ter de decidir se desloca o seu centro de gravidade para o Nordeste, onde só cresce, ou se mantém o foco em São Paulo, onde nasceu”, provocou. Ainda sobre o assunto, o governador disse que é a legenda que deve ser responsabilizada por encontrar nomes apenas na região Sul/Sudeste.

Faltando 15 dias para sua posse ao governo, Wagner sinalizou que deve mesmo manter alguns secretários do primeiro mandato. Devem permanecer os titulares das pastas de Planejamento, Meio Ambiente, Educação, Saúde, Casa Civil e Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza. Sobre as metas para os próximos quatro anos, Wagner disse que: “O foco do meu governo continua sendo o social. Continuarei investindo na infraestrutura e nos programas sociais”, destacou.

Dilma será diplomada hoje

A petista Dilma Rousseff será diplomada hoje como primeira mulher presidente do Brasil. A nova comandante da República e seu vice, Michel Temer (PMDB), terão sua eleição oficializada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em uma cerimônia, a partir das 17h, no próprio edifício do TSE, com participação restrita aos convidados.

Aproximadamente 250 pessoas, entre autoridades, familiares e amigos – sendo que somente 100 deles ficarão no Plenário, devido à limitação do espaço – participarão do evento. Os demais convidados assistirão à cerimônia no auditório do TSE, no segundo andar do prédio.

As primeiras autoridades a ocuparem seus lugares serão os ministros da Corte. Em seguida, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, fará a abertura da sessão solene.