Maher e sua filha Diná  
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EGITO (20º) – Na semana passada, um tribunal egípcio se recusou a devolver o passaporte de um ex-muçulmano que deixou o Egito para salvar sua vida.

Na terça-feira, 9 de março, o Tribunal do Estado em Giza, um tribunal administrativo, se recusou a devolver o passaporte de Maher Ahmad El-Mo’otahssem Bellah El-Gohary. El-Gohary conta que ficou arrasado com a decisão, que faz com que ele viva com medo pelos próximos meses (saiba mais sobre a história de El-Gohary).

“Estou muito, muito desapontado e infeliz com o que aconteceu, pois estou sendo ameaçado – minha vida está ameaçada, a vida da minha filha está sendo ameaçada, e eu não me sinto seguro no Egito.”

Na Nabil Ghobreyal, advogado de El-Gohary, disse que o governo se recusou a dar qualquer justificativa pelas ações contra o cristão.

“Ninguém explicou porque o passaporte foi confiscado”, disse Nabil.

No dia 17 de setembro de 2009, as autoridades do Aeroporto Internacional do Cairo confiscaram o passaporte de El-Gohary, 57, também conhecido como Peter Athanasius, quando ele tentava sair do país para visitar a China. Depois, ele pretendia viajar para os Estados Unidos. Mas no momento do embarque, disseram que sua viagem havia sido proibida por “uma alta autoridade”.

El-Gohary espera que o Presidente Barack Obama e outros líderes mundiais pressionem o governo egípcio para que ele possa sair do país.

Apesar de todas essas provações, El-Gohary afirma que sua fé permanece firme e que não se arrepende de ter se tornado um cristão.

“Eu não me arrependo mesmo”, ele declara. “Esse é o caminho estreito pelo qual os cristãos têm que passar para receber a vida eterna. Não me arrependo de nada. Minha filha e eu somos muito gratos por conhecer a Cristo e saber que Ele é o Caminho”.
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