{"id":9860,"date":"2010-05-13T14:22:28","date_gmt":"2010-05-13T17:22:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=9860"},"modified":"2010-05-13T14:22:28","modified_gmt":"2010-05-13T17:22:28","slug":"menos-de-10-dos-municipios-tem-delegacia-da-mulher-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/05\/13\/menos-de-10-dos-municipios-tem-delegacia-da-mulher-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Menos de 10% dos munic\u00edpios t\u00eam delegacia da mulher, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<div><em><strong>Carolina Farias, do R7, no Rio<\/strong><\/em><\/div>\n<p>Passados 25 anos da cria\u00e7\u00e3o da primeira delegacia da mulher, em S\u00e3o Paulo, somente 7,1% dos 5.565 munic\u00edpios do Brasil t\u00eam essas unidades especializadas. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 da Pesquisa de Informa\u00e7\u00f5es B\u00e1sica Municipais, a Munic, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), divulgada nesta quinta-feira (13).<\/p>\n<div id=\"texto\">\n<div id=\"r7SeeAlso\">\n<div>A pesquisa, com dados de 2009, foi feita dez anos depois de sua primeira edi\u00e7\u00e3o, em 1999, e coletou informa\u00e7\u00f5es a partir de question\u00e1rios respondidos pelas prefeituras. Al\u00e9m de temas ligados \u00e0 administra\u00e7\u00e3o, habita\u00e7\u00e3o, esporte, cultura, seguran\u00e7a, transporte e meio ambiente, foram inclu\u00eddos tr\u00eas novos enfoques no question\u00e1rio: direitos humanos, sa\u00fade, e pol\u00edticas de g\u00eanero dos munic\u00edpios brasileiros.<\/div>\n<\/div>\n<p>Os resultados mostram que apenas 18,7% dos munic\u00edpios brasileiros t\u00eam organismos voltados para as mulheres. O pa\u00eds tem 512 munic\u00edpios (9,2%) com prefeitas mulheres, das quais 62,7% tinham, em 2009, curso superior. Entre os prefeitos homens, menos da metade (45,9%) tem forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria.<\/p>\n<p>O pa\u00eds tem atualmente 262 munic\u00edpios com casas-abrigo voltadas a mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia, 559 com centros de refer\u00eancia de atendimento \u00e0 mulher, 469 com n\u00facleos especializados de atendimento \u00e0 mulher das Defensorias P\u00fablicas e 274 com Juizados de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar contra a Mulher.<!--more--><\/p>\n<p>A primeira Delegacia da Mulher foi criada em 1985 na capital paulista, por meio de um decreto do ent\u00e3o governador Franco Montoro (1983-87). No mesmo ano, foi criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, vinculado ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Somente em 2006, entrou em vigor a lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher. Com a nova lei, acabou a puni\u00e7\u00e3o ao agressor por meio de pagamento de cesta b\u00e1sica ou de multas. Agora, os autores de viol\u00eancia contra a mulher s\u00e3o presos e indiciados, quando enquadrados pela nova lei.<\/p>\n<p>Mesmo com a Maria da Penha, no entanto, n\u00e3o h\u00e1 nenhum decreto ou lei que torne obrigat\u00f3ria a cria\u00e7\u00e3o das delegacias especializadas.<\/p>\n<p>No Estado do Rio de Janeiro s\u00e3o 11 Deam (Delegacias Especiais de Atendimento \u00e0 Mulher), al\u00e9m de centros de refer\u00eancia em atendimento espalhados por diversos munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Embora as den\u00fancias de agress\u00e3o tamb\u00e9m possam ser feitas em delegacias comuns, a advogada Gleide Selma da Hora, da OAB-Mulher, comiss\u00e3o da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, diz que delegacias especializadas s\u00e3o importantes porque t\u00eam um modelo de atendimento diferenciado para a v\u00edtima.<\/p>\n<p>&#8211; O atendimento [na Deam] \u00e9 humanizado, tem uma escuta ativa, e a mulher se sente mais acolhida. Geralmente a viol\u00eancia dom\u00e9stica \u00e9 de g\u00eanero, vem de uma situa\u00e7\u00e3o de submiss\u00e3o. \u00c0s vezes quando a mulher vai fazer a den\u00fancia ela j\u00e1 sofre h\u00e1 anos de viol\u00eancia, que nem sempre \u00e9 s\u00f3 f\u00edsica, mas psicol\u00f3gica tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>No entanto, segundo Gleide, somente a delegacia n\u00e3o \u00e9 suficiente. Segundo a advogada, \u00e9 necess\u00e1ria uma rede de atendimento \u00e0 mulher, como centros de refer\u00eancia, casas-abrigo, entre outros locais, que v\u00e3o ajudar a v\u00edtima a sair da situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8211; A delegacia \u00e9 a porta de entrada ao mundo externo. T\u00eam de haver um centro de refer\u00eancia com atendimento com psic\u00f3logo e assistente social que v\u00e3o ver onde e como essa mulher poder\u00e1 ser atendida.<\/p>\n<p>Geralmente nesses casos o que a mulher precisa \u00e9 recuperar a autoestima e para sair dessa situa\u00e7\u00e3o ela tem de ter alternativas.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carolina Farias, do R7, no Rio Passados 25 anos da cria\u00e7\u00e3o da primeira delegacia da mulher, em S\u00e3o Paulo, somente 7,1% dos 5.565 munic\u00edpios do Brasil t\u00eam essas unidades especializadas. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 da Pesquisa de Informa\u00e7\u00f5es B\u00e1sica Municipais, a Munic, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), divulgada nesta quinta-feira (13). A pesquisa, com dados de 2009, foi feita dez anos depois de sua primeira edi\u00e7\u00e3o, em 1999, e coletou informa\u00e7\u00f5es a partir de question\u00e1rios respondidos pelas prefeituras. 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