{"id":9459,"date":"2010-05-11T08:51:11","date_gmt":"2010-05-11T11:51:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=9459"},"modified":"2010-05-11T08:51:11","modified_gmt":"2010-05-11T11:51:11","slug":"mortalidade-materna-diminui-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/05\/11\/mortalidade-materna-diminui-no-brasil\/","title":{"rendered":"Mortalidade materna diminui no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O Brasil registrou uma queda de quase 50% na taxa de mortalidade materna de 1990 a 2007, segundo o relat\u00f3rio do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulgado nesta quarta-feira (5). De 140 \u00f3bitos para cada 100 mil nascidos vivos em 1990, a Raz\u00e3o da Mortalidade Materna passou para 75 mortes em 2007.<\/p>\n<p>De acordo com o minist\u00e9rio, \u00edndices como o de partos assistidos por profissionais de sa\u00fade qualificados, gestante com acompanhamento pr\u00e9-natal e uso de contraceptivos cresceram desde 2006. A cobertura pr\u00e9-natal do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) cresceu 1904%, entre 1994 e 2009.<\/p>\n<p>Apesar dos n\u00fameros animadores de redu\u00e7\u00e3o de morte materna, o ministro da Sa\u00fade, Jos\u00e9 Gomes Tempor\u00e3o, reconheceu, na \u00faltima ter\u00e7a-feira (4), que n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil cumprir a meta do mil\u00eanio que estabelece uma queda de 75% na raz\u00e3o de mortes maternas at\u00e9 2015.<!--more--><\/p>\n<p>Ainda existem problemas como as discrep\u00e2ncias regionais, j\u00e1 que o Norte e o Nordeste apresentam \u00edndices maiores do que o Sul, Sudeste e o Centro-Oeste. Em 2008, por exemplo, a regi\u00e3o Nordeste registrou em 543 mortes maternas. Na regi\u00e3o Sul o n\u00famero foi de 189.<\/p>\n<p>&#8220;A morte materna no Brasil mant\u00e9m a mesma l\u00f3gica de equidade do desenvolvimento industrial, acesso a emprego, renda e escolaridade. Por isso encontramos \u00edndices maiores no Nordeste e na Amaz\u00f4nia Legal. Por outro lado, h\u00e1 cidades como Curitiba com 12 mortes para cada cem mil nascidos. O recomendado pelo OMS \u00e9 de 20 para cada cem mil&#8221;, explica o assessor especial do ministro da Sa\u00fade, Adson Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Para o coordenador estadual de Sa\u00fade da Mulher do governo do Cear\u00e1, Garcia Souza Neves, essas regi\u00f5es deveriam receber aten\u00e7\u00e3o espacial do governo. &#8220;Falta ainda a sensibilidade dos gestores federais para equipararem os recursos financeiros das regi\u00f5es Norte e Nordeste com o restante do pa\u00eds&#8221;, avalia. O Cear\u00e1 \u00e9 o estado do Nordeste que mais reduziu a quantidade de mortes, de 110 em 1990 para 63 em 2008. &#8220;Cumprimos na \u00edntegra a pol\u00edtica nacional, mas s\u00f3 foi poss\u00edvel porque criamos mecanismos pr\u00f3prios no estado&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Cear\u00e1, somente o Rio Grande do Norte e Sergipe conseguiram diminuir a raz\u00e3o de mortes maternas no Nordeste. No Maranh\u00e3o, Piau\u00ed, em Pernambuco, Alagoas, na Para\u00edba e Bahia os \u00edndices cresceram, apesar das pol\u00edticas nacionais que estabeleceram, por exemplo, a distribui\u00e7\u00e3o gratuita de contraceptivos em todo o pa\u00eds, o que reduz as gesta\u00e7\u00f5es indesejadas e mortes por aborto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia Brasil O Brasil registrou uma queda de quase 50% na taxa de mortalidade materna de 1990 a 2007, segundo o relat\u00f3rio do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulgado nesta quarta-feira (5). De 140 \u00f3bitos para cada 100 mil nascidos vivos em 1990, a Raz\u00e3o da Mortalidade Materna passou para 75 mortes em 2007. De acordo com o minist\u00e9rio, \u00edndices como o de partos assistidos por profissionais de sa\u00fade qualificados, gestante com acompanhamento pr\u00e9-natal e uso de contraceptivos cresceram desde 2006. A cobertura pr\u00e9-natal do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) cresceu 1904%, entre 1994 e 2009. 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