{"id":85379,"date":"2018-04-30T17:30:03","date_gmt":"2018-04-30T20:30:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=85379"},"modified":"2018-04-30T17:30:03","modified_gmt":"2018-04-30T20:30:03","slug":"empregos-informais-representam-mais-de-60-das-vagas-em-todo-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2018\/04\/30\/empregos-informais-representam-mais-de-60-das-vagas-em-todo-o-mundo\/","title":{"rendered":"Empregos informais representam mais de 60% das vagas em todo o mundo"},"content":{"rendered":"<p>Os empregos informais j\u00e1 representam mais de 60% das vagas em todo o mundo. A conclus\u00e3o est\u00e1 no relat\u00f3rio\u00a0<em>Mulheres e homens na economia informal<\/em>, divulgado hoje (30) pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT). No total, s\u00e3o mais de 2\u00a0bilh\u00f5es de pessoas sem contratos fixos ou carteiras assinadas. Os dados n\u00e3o consideram\u00a0pessoas fora do mercado de trabalho.<\/p>\n<p>A informalidade se altera fortemente quando observadas as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas dos pa\u00edses. Enquanto nas economias mais ricas, a m\u00e9dia de vagas informais fica em 18,3%, nas em desenvolvimento e de menor renda o \u00edndice\u00a0salta para 79%. Ou seja, um trabalhador vivendo em uma na\u00e7\u00e3o com economias mais fr\u00e1geis tem\u00a0quatro vezes mais chances de ficar em um posto informal do que aqueles em \u00e1reas com melhores indicadores.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<figure class=\"mejs-fotoh-wrapper\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive full full\" title=\"S\u00e3o Paulo - Trabalhadores da Companhia de Entrepostos e Armaz\u00e9ns Gerais de S\u00e3o Paulo (CEAGESP) ( Marcelo Camargo\/ABr)\/Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/s55jNXHXRjs4tA4-INdd6GSlqUM=\/365x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/1100120-mcamgo_abr_081720125520.jpg?itok=opRfGeWk\" alt=\"S\u00e3o Paulo - Trabalhadores da Companhia de Entrepostos e Armaz\u00e9ns Gerais de S\u00e3o Paulo (CEAGESP) ( Marcelo Camargo\/ABr)\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Trabalho informal \u00e9 maior na agricultura &#8211; Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A presen\u00e7a do trabalho informal\u00a0\u00e9 maior na \u00c1frica (71,9%), seguida de \u00c1sia e Pac\u00edfico (60%), Am\u00e9ricas (40%) e Europa e \u00c1sia Central (25%). Na Am\u00e9rica Latina, o \u00edndice fica em 53%.<\/p>\n<p>Nas zonas\u00a0rurais, o emprego informal\u00a0representa 80% do total, quase o dobro do \u00edndice verificado nas regi\u00f5es urbanas (43,7%). Na agricultura, chega a atingir 93,6% dos trabalhadores, enquanto na ind\u00fastria e nos servi\u00e7os os percentuais caem, respectivamente, para 57,2% e 47,2%. A informalidade est\u00e1 vinculada tamb\u00e9m a determinadas modalidades de contrata\u00e7\u00e3o. O fen\u00f4meno \u00e9 mais comum em vagas de tempo parcial (44%), tempor\u00e1rias (60%) e na combina\u00e7\u00e3o dessas duas caracter\u00edsticas (64%). J\u00e1 em atividades de tempo integral, o \u00edndice cai para 15,7%.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cEvid\u00eancias mostram que a maioria das pessoas entram na economia informal n\u00e3o por escolha, mas como uma consequ\u00eancia da falta de oportunidades na economia formal e na aus\u00eancia de meios de subsist\u00eancia\u201d, destaca a pesquisa.<\/p>\n<p><strong>G\u00eanero, idade e forma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>No recorte por\u00a0g\u00eanero, a informalidade atinge mais homens (63%) do que mulheres (58%). Entretanto, em mais da metade dos pa\u00edses pesquisados a ocorr\u00eancia do problema \u00e9 maior entre o sexo feminino do que entre o\u00a0masculino.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a \u00e9 maior na \u00c1frica (71,9%), seguida de \u00c1sia e Pac\u00edfico (60%), Am\u00e9ricas (40%) e Europa e \u00c1sia Central (25%). Na Am\u00e9rica Latina, o \u00edndice fica em 53%.<\/p>\n<p>J\u00e1 na an\u00e1lise por faixa et\u00e1ria, o trabalho informal \u00e9 mais comum entre jovens (77%) e idosos (78%). Nas pessoas com idades entre 35 e 54 anos, o \u00edndice cai para 55%.\u00a0O estudo tamb\u00e9m avaliou como a educa\u00e7\u00e3o formal se relaciona com a informalidade. Quanto maior a escolaridade, maior o percentual de trabalho formal, e vice-versa. Enquanto metade das pessoas nos postos informais n\u00e3o tem educa\u00e7\u00e3o formal ou n\u00e3o ultrapassaram o n\u00edvel prim\u00e1rio, apenas 7% tem um grau de forma\u00e7\u00e3o elevado.<\/p>\n<p><strong>Impactos e sa\u00eddas<\/strong><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da OIT, a informalidade traz como consequ\u00eancias a m\u00e1 qualidade do trabalho, a queda de rendimentos e prote\u00e7\u00f5es sociais aos trabalhadores. Mas tamb\u00e9m tem impactos no conjunto da economia, minando a sustentabilidade das empresas, tensionando negativamente a produtividade e afetando as arrecada\u00e7\u00f5es dos governos.<\/p>\n<p>A OIT destaca que a transi\u00e7\u00e3o para a preval\u00eancia da economia formal \u00e9 uma meta estabelecida em diversos f\u00f3runs internacionais, como a Confer\u00eancia Internacional do Trabalho (2015) e a Agenda 2030 pelo Desenvolvimento Sustent\u00e1vel das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Este \u00e9 um objetivo estrat\u00e9gico da organiza\u00e7\u00e3o na promo\u00e7\u00e3o do trabalho decente.<\/p>\n<p>Uma primeira tarefa apontada pela organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 qualificar o monitoramento da informalidade, muitas vezes n\u00e3o captada de forma adequada pelas estat\u00edsticas governamentais. A OIT aponta que um retrato mais fiel do fen\u00f4meno permite compreend\u00ea-lo na sua diversidade, uma vez que a informalidade varia de pa\u00eds a pa\u00eds e entre condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas nos variados recortes (g\u00eanero, classe e idade, entre outros).<\/p>\n<p>O enfrentamento deste quadro, recomenda a OIT, passa por facilitar a transi\u00e7\u00e3o para postos formais, garantindo direitos e seguridade social; promover a sustentabilidade de empresas que oferecem vagas de qualidade; e prevenir processos que sirvam como vetores de est\u00edmulo ao crescimento de empregos informais. Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os empregos informais j\u00e1 representam mais de 60% das vagas em todo o mundo. A conclus\u00e3o est\u00e1 no relat\u00f3rio\u00a0Mulheres e homens na economia informal, divulgado hoje (30) pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT). No total, s\u00e3o mais de 2\u00a0bilh\u00f5es de pessoas sem contratos fixos ou carteiras assinadas. Os dados n\u00e3o consideram\u00a0pessoas fora do mercado de trabalho. A informalidade se altera fortemente quando observadas as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas dos pa\u00edses. Enquanto nas economias mais ricas, a m\u00e9dia de vagas informais fica em 18,3%, nas em desenvolvimento e de menor renda o \u00edndice\u00a0salta para 79%. 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