{"id":83709,"date":"2017-09-29T07:00:37","date_gmt":"2017-09-29T10:00:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=83709"},"modified":"2017-09-29T07:00:37","modified_gmt":"2017-09-29T10:00:37","slug":"brasil-registra-media-de-78-milhoes-de-raios-por-ano-diz-inpe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2017\/09\/29\/brasil-registra-media-de-78-milhoes-de-raios-por-ano-diz-inpe\/","title":{"rendered":"Brasil registra m\u00e9dia de 78 milh\u00f5es de raios por ano, diz Inpe"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos seis anos, o Brasil registrou uma m\u00e9dia de 77,8 milh\u00f5es de raios por ano, segundo levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).<\/p>\n<p>Os novos dados apontam que 2012 foi o ano com maior incid\u00eancia de raios, registrando 94,3 milh\u00f5es, devido ao fen\u00f4meno La Ni\u00f1a, na regi\u00e3o norte do pa\u00eds.\u00a0Em 2013 foram 92 milh\u00f5es, em 2014 foram 62,9 milh\u00f5es e em 2015, 68,6 milh\u00f5es de raios, ano em que houve um acr\u00e9scimo devido ao El Ni\u00f1o, respons\u00e1vel pelo aumento dos raios nas regi\u00f5es Sul e parte das regi\u00f5es Sudeste e Centro-Oeste.<\/p>\n<p>Para 2017, a previs\u00e3o \u00e9 de uma incid\u00eancia de raios dentro da m\u00e9dia hist\u00f3rica. A estimativa \u00e9 feita a partir das temperaturas dos oceanos Atl\u00e2ntico e Pac\u00edfico &#8211; Sul, Equatorial e Norte.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Estados e munic\u00edpios<\/strong><\/p>\n<p>O estudo mostrou que o estado com maior densidade de raios (quantidade de raios por quil\u00f4metro quadrado por ano) \u00e9 o Tocantins, com 17,1 raios por quil\u00f4metro quadrado. Na sequ\u00eancia aparecem Amazonas (15,8), Acre (15,8), Maranh\u00e3o (13,3), Par\u00e1 (12,4), Rond\u00f4nia (11,4), Mato Grosso (11,1), Roraima (7,9), Piau\u00ed (7,7) e S\u00e3o Paulo (5,2).<\/p>\n<p>O\u00a0<em>ranking\u00a0<\/em>das cinco primeiras capitais com maior densidade de raios por quil\u00f4metro quadrado por ano \u00e9: Rio Branco (30,13) Palmas (19,21), Manaus (18,93), S\u00e3o Lu\u00eds (15,12), Bel\u00e9m (14,47) e S\u00e3o Paulo (13,26).<\/p>\n<p><strong>Mortes<\/strong><\/p>\n<p>Entre 2000 e 2014, foram registradas 1.792 mortes por descargas el\u00e9tricas, uma m\u00e9dia de 120 v\u00edtimas anualmente.<\/p>\n<div class=\"know_more\">\n<h3>Saiba Mais<\/h3>\n<ul class=\"field-items\">\n<li class=\"field-item first last\"><a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/pesquisa-e-inovacao\/noticia\/2017-09\/sistema-de-deteccao-de-raios-do-brasil-melhora-alertas-para\">Sistema de detec\u00e7\u00e3o de raios do Brasil melhora alertas para salvar vidas<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>A maior parte das mortes ocorre na Regi\u00e3o Sudeste (28%) e as outras quatro regi\u00f5es est\u00e3o empatadas com 18% cada. S\u00e3o Paulo \u00e9 o estado com maior n\u00famero de v\u00edtimas, seguido por Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Par\u00e1, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>O Grupo de Eletricidade Atmosf\u00e9rica (ELAT) do Inpe concluiu que 43% das mortes acontecem durante o ver\u00e3o e que, a cada tr\u00eas mortes, duas ocorrem ao ar livre. Al\u00e9m disso, a probabilidade de um homem morrer ao ser atingido por um raio \u00e9 quase 4,5 vezes maior do que uma mulher. Entre os mortos, 82% eram do sexo masculino. A cada 50 mortes por raio no mundo, uma ocorre no Brasil.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do Inpe mostrou ainda que as atividades rurais, exercidas por pessoas que recolhiam animais ou se ocupavam de planta\u00e7\u00f5es com enxadas, p\u00e1s e fac\u00f5es, representam 25% das mortes por raio no pa\u00eds. As fatalidades dentro de casa est\u00e3o em segundo lugar e representam 17%, seguidas de situa\u00e7\u00f5es em que a v\u00edtima estava pr\u00f3xima a um ve\u00edculo (11%), cujas estruturas met\u00e1licas elevam a chance de receber descarga, e embaixo de \u00e1rvores (8%).<\/p>\n<p>Apesar do perigo de se estar pr\u00f3ximo a ve\u00edculos em tempestades, o Inpe lembra que se refugiar dentro de um autom\u00f3vel \u00e9 seguro, desde que n\u00e3o seja convers\u00edvel.<\/p>\n<p>Levantamento anterior feito pelo Inpe, com informa\u00e7\u00f5es sobre mortes por raios entre 2000 e 2009, apontou que a maioria das v\u00edtimas atingidas em casa estava falando ao telefone com fio, descal\u00e7a em ch\u00e3o de terra batida ou ainda pr\u00f3xima a antenas, l\u00e2mpadas, geladeiras, janelas e televisores.<\/p>\n<p>De acordo com o Inpe, a chance de uma pessoa ser atingida diretamente por um raio \u00e9 muito baixa, sendo menor do que 1 para 1 milh\u00e3o. No entanto, se a pessoa estiver numa \u00e1rea descampada embaixo de uma tempestade forte, esta chance pode aumentar em at\u00e9 1 para mil.<\/p>\n<p>Em geral, as mortes e os ferimentos provocados por raios n\u00e3o ocorrem em situa\u00e7\u00f5es em que as pessoas s\u00e3o atingidas diretamente, e sim pelos efeitos indiretos das descargas el\u00e9tricas. A corrente do raio pode causar queimaduras, por exemplo, e a maioria das mortes \u00e9 causada por parada card\u00edaca e respirat\u00f3ria. Grande parte dos sobreviventes sofre sequelas psicol\u00f3gicas e org\u00e2nicas por longo tempo.<\/p>\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o pessoal<\/strong><\/p>\n<p>Entre os cuidados que as pessoas devem ter durante as tempestades est\u00e3o: evitar sair \u00e0s ruas, refugiar-se em pr\u00e9dios com para-raios ou em abrigos subterr\u00e2neos como metr\u00f4s ou t\u00faneis, evitar usar telefones com fio ou ligados \u00e0 tomada, ficar longe de tomadas, janelas met\u00e1licas e aparelhos ligados \u00e0 rede el\u00e9trica, evitar topos de morros ou pr\u00e9dios e \u00e1reas descampadas como campos de futebol e evitar ficar pr\u00f3ximo a \u00e1rvores isoladas.<\/p>\n<p>Se a pessoa estiver em um local sem abrigo pr\u00f3ximo e sentir os pelos arrepiados ou coceiras na pele, pode ser indicativo de que um raio est\u00e1 prestes a cair. Neste caso, deve se ajoelhar e se curvar para frente, colocando as m\u00e3os nos joelhos e a cabe\u00e7a entre as pernas. Jamais deve deitar no ch\u00e3o. Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos seis anos, o Brasil registrou uma m\u00e9dia de 77,8 milh\u00f5es de raios por ano, segundo levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os novos dados apontam que 2012 foi o ano com maior incid\u00eancia de raios, registrando 94,3 milh\u00f5es, devido ao fen\u00f4meno La Ni\u00f1a, na regi\u00e3o norte do pa\u00eds.\u00a0Em 2013 foram 92 milh\u00f5es, em 2014 foram 62,9 milh\u00f5es e em 2015, 68,6 milh\u00f5es de raios, ano em que houve um acr\u00e9scimo devido ao El Ni\u00f1o, respons\u00e1vel pelo aumento dos raios nas regi\u00f5es Sul e parte das regi\u00f5es Sudeste e Centro-Oeste. 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