{"id":83492,"date":"2017-09-11T07:10:56","date_gmt":"2017-09-11T10:10:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=83492"},"modified":"2017-09-11T07:10:56","modified_gmt":"2017-09-11T10:10:56","slug":"na-georgia-brasileiros-criam-rede-de-apoio-e-acolhem-mais-de-300-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2017\/09\/11\/na-georgia-brasileiros-criam-rede-de-apoio-e-acolhem-mais-de-300-pessoas\/","title":{"rendered":"Na Georgia, brasileiros criam rede de apoio e acolhem mais de 300 pessoas"},"content":{"rendered":"<figure class=\"teaser\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"Image img__fid__107907 img__view_mode__teaser attr__format__teaser\" title=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_grande\/public\/anfitrioes_solidarios_e_hospedes_se_conheceram_por_causa_do_furacao_irma_-_foto_leandra_felipe-agencia_brasil.jpg\" alt=\"Anfitri\u00f5es solid\u00e1rios e h\u00f3spedes se conheceram por causa do furac\u00e3o Irma - Foto Leandra Felipe\/Ag\u00eancia Brasil\" width=\"580\" height=\"388\" \/><figcaption>Anfitri\u00f5es solid\u00e1rios e h\u00f3spedes se conheceram por causa do furac\u00e3o Irma &#8211; Foto Leandra Felipe\/Ag\u00eancia Brasil<span class=\"author\">Leandra Felipe<\/span><\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quem chegava do lado de fora da casa de Carolina Turker, na \u00e1rea metropolitana de Atlanta, nesse domingo (10) pensava que l\u00e1 dentro havia uma festa. Eram sete\u00a0 carros estacionados na porta.\u00a0 O almo\u00e7o dominical\u00a0 virou uma confraterniza\u00e7\u00e3o entre brasileiros moradores da Fl\u00f3rida e da Georgia. Os brasileiros daqui acolheram mais de 300\u00a0 compatriotas moradores do estado vizinho, que deixaram as casas devido \u00e0 passagem do furac\u00e3o Irma.<\/p>\n<p>Anfitri\u00f5es e h\u00f3spedes t\u00eam em comum o fato de serem imigrantes e brasileiros nos Estados Unidos, mas s\u00f3 se conheceram pessoalmente nas \u00faltimas 48 ou 72 horas por causa do furac\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Decidimos nos reunir e comer juntos&#8221;, disse Carolina\u00a0 \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>. Ela recebeu 15 pessoas em casa, brasileiros moradores da Fl\u00f3rida que receberam aviso de sa\u00edda obrigat\u00f3ria antes da passagem do furac\u00e3o.<\/p>\n<p>No almo\u00e7o, ela conheceu Cleidiane Burney,\u00a0 moradora de Brandnton, na Fl\u00f3rida, que chegou \u00e0 Georgia no s\u00e1bado (9). Cleidiane est\u00e1 hospedada na resid\u00eancia do casal Grace e Aguimar, que tamb\u00e9m abriram a casa para oito pessoas que vieram para o estado. Grace \u00e9 amiga de Carolina e ambas resolveram juntar os novos conhecidos no almo\u00e7o de domingo.<\/p>\n<p>Casada com um norte-americano, Cleidiane,\u00a0 que vive na Fl\u00f3rida desde 2001, j\u00e1 est\u00e1 bem adaptada \u00e0 realidade da &#8220;temporada de furac\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 passei por v\u00e1rios [furac\u00f5es], mas foi a primeira vez que tive de deixar minha casa&#8221;. O que chamou a aten\u00e7\u00e3o foi o tamanho do furac\u00e3o. &#8220;Foi o maior que j\u00e1 passou por l\u00e1&#8221;. Quando o governo deu ordem de sa\u00edda obrigat\u00f3ria, ela e o marido resolveram que seria melhor deixar a casa.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Pelo Facebook<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Mas, \u00e0quela altura, j\u00e1 n\u00e3o havia hoteis dispon\u00edveis aqui perto de Atlanta. Somente no centro, mas todos car\u00edss\u00edmos&#8221;. Ela viu um<em>\u00a0post<\/em>\u00a0no Facebook de que fam\u00edlias brasileiras em Atlanta estavam recebendo voluntariamente as pessoas que n\u00e3o tinham para onde ir.<\/p>\n<p>Mais de 5,6 milh\u00f5es de pessoas da Fl\u00f3rida foram orientadas a deixar as casas. Muita gente escolheu a Georgia como destino, pela proximidade.<\/p>\n<p>S\u00e3o estados fronteiri\u00e7os, e a Georgia, apesar de tamb\u00e9m estar em estado de emerg\u00eancia pelo furac\u00e3o Irma, o receber\u00e1 com menos intensidade. A maior parte do estado n\u00e3o teve ordem de evacua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Eu n\u00e3o conhecia a familia que me hospedou, mas na hora da necessidade, viemos. E gra\u00e7as a Deus deu tudo certo aqui&#8221;, contou Cleidiane, que veio com o marido e os tr\u00eas filhos, o mais novo um beb\u00ea de colo.<\/p>\n<p>O casal Grace e Aguimar disse que \u00e9 a primeira experi\u00eancia de receber em casa pessoas que nem conheciam. Mas atenderam ao chamado de outros brasileiros que come\u00e7aram a se mobilizar para hospedar gente vinda da Fl\u00f3rida.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s somos crist\u00e3os e resolvemos abrir a casa, pensando que seria hora de praticar a f\u00e9 que a gente tem&#8221;, contam.<\/p>\n<div class=\"know_more\">\n<h3>Saiba Mais<\/h3>\n<ul class=\"field-items\">\n<li class=\"field-item first last\"><a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2017-09\/aviao-da-fab-vai-resgatar-brasileiros-em-ilha-do-caribe-atingida-por\">Avi\u00e3o da FAB vai resgatar brasileiros em ilha do Caribe atingida por furac\u00e3o<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p><strong>Rede de mulheres<\/strong><\/p>\n<p>A hospedagem volunt\u00e1ria n\u00e3o foi planejada.&#8221;Eu ia hospedar alguns amigos, mas a\u00ed outra fam\u00edlia de amigos precisava de um lugar e eu pedi para as amigas daqui, e todos come\u00e7aram a se envolver e oferecer as casas&#8221;, contou Yascara Palma Tom.<\/p>\n<p>Ela diz que come\u00e7aram a a aparecer mais pessoas interessadas em receber moradores da Fl\u00f3rida.<\/p>\n<p>&#8220;Anunciamos no Facebook que quer\u00edamos ajudar a comunidade brasileira na Fl\u00f3rida\u00a0 e come\u00e7amos a conectar as fam\u00edlias que precisavam de hospedagem \u00e0quelas que queriam receber&#8221;, conta Yascara, que \u00e9 parte do Mulheres Brasileiras em Atlanta&#8221;, um grupo no Facebook formado por moradoras da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A rede de apoio, que come\u00e7ou informalmente, cresceu, ganhou p\u00e1gina no Facebook e, al\u00e9m de conectar as pessoas, come\u00e7ou a receber doa\u00e7\u00f5es de produtos aliment\u00edcios e de higiene para os rec\u00e9m-chegados.<\/p>\n<p>A iniciativa delas acabou aglutinando diferentes grupos, que tamb\u00e9m estavam trabalhando para hospedar pessoas.<\/p>\n<p>Yascara conta que o padre perguntou se ela tinha contatos, porque precisava encontrar mais casas para hospedar pessoas. O mesmo ocorreu com o pastor de uma igreja, que j\u00e1 havia montado uma estrutura para v\u00e1rias pessoas em um acampamento.<\/p>\n<p>&#8220;Eu fiquei muito emocionada de ver a solidariedade. A gente podia estar vendo televis\u00e3o e s\u00f3 vendo o furac\u00e3o destruindo tudo, mas resolvemos gastar energia ajudando quem precisa de ajuda agora&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo algumas pessoas que chegaram e se hospedaram em hoteis est\u00e3o procurando ajuda. &#8220;Os hoteis est\u00e3o com pre\u00e7os muito caros. Nesta segunda-feira (11), um casal com uma crian\u00e7a de 2 anos vai deixar o hotel para se hospedar em casa brasileira&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p><strong>Vulnerabilidade<\/strong><\/p>\n<p>Carolina Turker, que abriu a casa para o almo\u00e7o de domingo, diz que est\u00e1 muito feliz de ter recebido as pessoas em casa. &#8220;Eu disse sim, mas fiquei com medo, porque era a primeira vez que eu fazia isso &#8211; ter algu\u00e9m em casa que eu nunca tinha visto&#8221;.<\/p>\n<p>Mas a experi\u00eancia, segundo ela, tem sido boa. &#8220;Receber \u00e9 melhor do que dar, e estou sentindo isso de maneira especial agora&#8221;.<\/p>\n<p>Carolina, que \u00e9 uma das fundadoras do grupo Mulheres Brasileiras no Facebook, lembrou que uma quest\u00e3o importante \u00e9 o fato de que v\u00e1rios dos que vieram se abrigar com ela s\u00e3o fam\u00edlias de brasileiros que n\u00e3o est\u00e3o em\u00a0<em>status<\/em>\u00a0regular e por isso t\u00eam medo de pedir ajuda.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos que chegaram n\u00e3o t\u00eam documentos ou est\u00e3o ilegais. Isso gera mais medo em uma situa\u00e7\u00e3o em que todos j\u00e1 est\u00e3o vulner\u00e1veis, enfrentando um furac\u00e3o, que \u00e9 uma for\u00e7a que a gente n\u00e3o controla&#8221;.<\/p>\n<p>Carolina disse que sua satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 ver que todos est\u00e3o bem e que apesar dos desafios que vir\u00e3o pela frente, no p\u00f3s-furac\u00e3o, as fam\u00edlias receberam alento e abrigo.<\/p>\n<p>&#8220;A gente se sente melhor de estar ajudando e vemos um lado bom da gente, que \u00e9 poder ter empatia&#8221;, conclui. Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anfitri\u00f5es solid\u00e1rios e h\u00f3spedes se conheceram por causa do furac\u00e3o Irma &#8211; Foto Leandra Felipe\/Ag\u00eancia BrasilLeandra Felipe Quem chegava do lado de fora da casa de Carolina Turker, na \u00e1rea metropolitana de Atlanta, nesse domingo (10) pensava que l\u00e1 dentro havia uma festa. Eram sete\u00a0 carros estacionados na porta.\u00a0 O almo\u00e7o dominical\u00a0 virou uma confraterniza\u00e7\u00e3o entre brasileiros moradores da Fl\u00f3rida e da Georgia. Os brasileiros daqui acolheram mais de 300\u00a0 compatriotas moradores do estado vizinho, que deixaram as casas devido \u00e0 passagem do furac\u00e3o Irma. 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