{"id":82719,"date":"2017-07-24T07:08:50","date_gmt":"2017-07-24T10:08:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=82719"},"modified":"2017-07-24T07:08:50","modified_gmt":"2017-07-24T10:08:50","slug":"acnur-cria-site-com-qualificacoes-de-refugiados-que-buscam-emprego-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2017\/07\/24\/acnur-cria-site-com-qualificacoes-de-refugiados-que-buscam-emprego-no-pais\/","title":{"rendered":"Acnur cria site com qualifica\u00e7\u00f5es de refugiados que buscam emprego no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<header>\n<div class=\"node-info\"><em><strong>da Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/em><\/div>\n<\/header>\n<div class=\"content\">\n<p>O s\u00edrio Abdulbaset Jarour, 27 anos, tem experi\u00eancia em administra\u00e7\u00e3o de empresas e fala tr\u00eas idiomas: \u00e1rabe, ingl\u00eas e portugu\u00eas. A mo\u00e7ambicana Lara Lopes, 33 anos, \u00e9 da \u00e1rea de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI) e fala ingl\u00eas. Em comum, al\u00e9m da boa qualifica\u00e7\u00e3o profissional, os dois est\u00e3o refugiados no Brasil e enfrentam dificuldades para conseguir uma coloca\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho equivalente \u00e0 forma\u00e7\u00e3o educacional.<\/p>\n<p>A campanha\u00a0<em>Talentos Invis\u00edveis<\/em>, da Ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (Acnur) e do Programa de Apoio para a Recoloca\u00e7\u00e3o do Refugiado (Parr), busca dar visibilidade a essas trajet\u00f3rias para que eles sejam reconhecidos por suas potencialidades e valores ao disputar uma vaga.<\/p>\n<figure class=\"teaser\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"Image img__fid__105130 img__view_mode__teaser attr__format__teaser\" title=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_grande\/public\/print_talentos_invisiveis.jpg\" alt=\"No site Talentos Invis\u00edveis, criado pela Acnur, est\u00e3o dispon\u00edveis curr\u00edculos de refugiados e canais de contato para empregadores, mas exige cadastro no LinkedIn.\" width=\"408\" height=\"273\" \/><figcaption>No site Talentos Invis\u00edveis, criado pela Acnur, est\u00e3o dispon\u00edveis curr\u00edculos de refugiados e canais de contato para empregadores, mas exige cadastro no LinkedIn.\u00a0<span class=\"author\">Reprodu\u00e7\u00e3o do site Talentos Invis\u00edveis<\/span><\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>A campanha conta com v\u00eddeos, fotos e curr\u00edculos que refor\u00e7am as qualifica\u00e7\u00f5es de pessoas como Lara e Abdul. No\u00a0<em>site<\/em>\u00a0<em>Talentos Invis\u00edveis<\/em>\u00a0[<a href=\"http:\/\/www.talentosinvisiveis.com.br\/\" target=\"_blank\">www.talentosinvisiveis.com.br<\/a>] est\u00e3o dispon\u00edveis os materiais de divulga\u00e7\u00e3o e h\u00e1 canais de contato para empregadores. Para ter acesso aos curr\u00edculos, \u00e9 necess\u00e1rio ser cadastrado no LinkedIn. Os dez participantes da campanha foram escolhidos por uma curadoria, mas outros cadastros podem ser acessados no programa de recrutamento Parr.<\/p>\n<p>Enquanto Abdul, ap\u00f3s tr\u00eas anos no Brasil, continua desempregado, Lara \u2013 no pa\u00eds desde 2013 \u2013 somente conseguiu uma coloca\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de TI h\u00e1 dois meses. \u201cQuando cheguei aqui, eu consegui [trabalhar] como camareira, eu fiquei um ano. Quando voc\u00ea chega, o que quer \u00e9 trabalhar. Quer se inserir\u201d, apontou a mo\u00e7ambicana, que tamb\u00e9m j\u00e1 atuou em telemarketing e agora \u00e9 estagi\u00e1ria de uma empresa de tecnologia. \u201cVoltei para a faculdade h\u00e1 um ano. Aqui [no Brasil] n\u00e3o aceitaram o meu diploma\u201d, acrescentou. O Brasil, em 2016, registrava 9.552 refugiados reconhecidos pelo governo federal.<\/p>\n<p>Miguel Pachioni, assistente de informa\u00e7\u00e3o p\u00fablica da Acnur, acredita que faltam informa\u00e7\u00f5es por parte dos contratantes sobre a condi\u00e7\u00e3o de refugiado, o que resulta na constru\u00e7\u00e3o de estigmas. \u201cA gente n\u00e3o enxerga apenas uma pessoa que necessita de seguran\u00e7a, prote\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de uma vida digna. Isso faz com que ela tenha que ter ao seu alcance a possibilidade de exercer e de contribuir para a sociedade que passa a integrar\u201d, apontou. Para ele, o trabalho \u00e9 uma forma digna de reconhecimento da capacidade cultural e intelectual dos refugiados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das dificuldades j\u00e1 conhecidas para se inserir no mercado de trabalho, Abdul traz a marca da guerra no corpo, pois foi atingido por uma bomba quando atuava no Ex\u00e9rcito, o que deixou sua perna esquerda com sequelas. \u201cEu tenho a minha experi\u00eancia, n\u00e3o sou orgulhoso, mas quero trabalhar com a minha cabe\u00e7a, n\u00e3o com o meu corpo. Estou machucado\u201d, relatou. A falta de emprego, no entanto, n\u00e3o \u00e9 motivo para que ele fique parado. Atualmente, Abdul coordena voluntariamente, ao lado de outros estrangeiros, a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental \u00c1frica do Cora\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m d\u00e1 palestras.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Ag\u00eancia Brasil O s\u00edrio Abdulbaset Jarour, 27 anos, tem experi\u00eancia em administra\u00e7\u00e3o de empresas e fala tr\u00eas idiomas: \u00e1rabe, ingl\u00eas e portugu\u00eas. A mo\u00e7ambicana Lara Lopes, 33 anos, \u00e9 da \u00e1rea de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI) e fala ingl\u00eas. Em comum, al\u00e9m da boa qualifica\u00e7\u00e3o profissional, os dois est\u00e3o refugiados no Brasil e enfrentam dificuldades para conseguir uma coloca\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho equivalente \u00e0 forma\u00e7\u00e3o educacional. A campanha\u00a0Talentos Invis\u00edveis, da Ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados (Acnur) e do Programa de Apoio para a Recoloca\u00e7\u00e3o do Refugiado (Parr), busca dar visibilidade a essas trajet\u00f3rias para que eles sejam&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-82719","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":587,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82719","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82719"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82719\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82720,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82719\/revisions\/82720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82719"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82719"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82719"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}